quinta-feira, 27 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO


O JOGO PEGA VARETAS

“ A educação da criança sempre começa no momento em que ela nasce, quer os pais tenham ou não consciência disso. Na criança que nasce ou se desenvolve com deficiência, é crucial que os pais e o familiares estejam cientes de seu papel de educadores, como também é fundamental que a criança frequente a escola infantil desde cedo”. ( COOL, MARCHESI, PALACIOS & COLS, 2004, p. 212)

A ludicidade  se processa em torno do grupo como, das necessidades individuais, recrear é educar, pois permite criar a satisfazer o espírito estático do ser humano, oferece ricas possibilidades culturais (BRANDÃO, 2004).
Portanto, o lúdico é qualquer atividade que nos dá prazer ao executá-la. Através da ludicidade a criança aprende a conviver, a ganhar e perder, a esperar sua vez, lidar com as frustrações, conhecer e explorar o mundo.

Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que   proporcionam a aprendizagem  através de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete,  analisa e interage com seus colegas e com o professor.
O aluno com NEE (Necessidades Educativas Especiais ) apresenta  dificuldades  em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas práticas para que  esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para facilitar a construção do conhecimento.

PIAGET (1975), afirma que os jogos não são apenas uma forma de entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que contribuem para o seu desenvolvimento intelectual.
Os jogos e brincadeiras são instrumentos metodológicos através dos quais  os educadores de crianças com necessidades educativas especiais podem estimular o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, moral, lingüístico e físico-motor; como também propiciar aprendizagem  curriculares específicas.

De acordo com Vygotsky(1998), a arte de brincar pode ajudar a criança com  necessidades educativas especiais a desenvolver-se, a comunicar-se com os que a cercam e consigo mesma.
Através dos jogos e brincadeiras a criança com deficiência intelectual pode desenvolver a imaginação, a confiança, a auto-estima, o auto-controle  a cooperação , o desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade.


Para Vygotsky, a situação imaginária criada pela criança é que define o brincar,e assim, devemos considerar que o brincar preenche necessidades que variam conforme a idade e que as brincadeiras por meio de jogos estimulam a curiosidade e a auto-confiança, proporciona o desenvolvimento do pensamento, da concentração, da atenção e da linguagem.


                                                        ORIGEM DO JOGO DE VARETAS

Este é mais um jogo, daqueles que conhecemos quando crianças, e acabamos por não indagar a sua origem, tal é a familiaridade que temos com ele.
Pois bem, é  um jogo antigo é muito divertido e já viajou ao redor do mundo, mostrando que independente da nação, idade ou diferenças, todos podem jogar este jogo, principalmente quem deseja aumentar suas habilidades estratégicas de destreza e de equilíbrio, além disso, os jogadores podem aprender a jogar Vareta rapidamente e assim disputar com os amigos e família utilizando uma forma mais divertida de se socializar.

Sua origem é meio incerta, sendo a mais aceita a probabilidade de que ele é  originário do oriente.  Há registro da sua utilização o antigo Império Chinês e na Índia. Manuscritos oficializam esta hipótese. Ainda podemos citar registros deste brinquedo,  em cartas de navegantes europeus advindos do Oriente. 

As regras,apresentam característica de  atividades orientais pois o jogo exige do jogador, muita destreza, paciência, calma, tranqüilidade e habilidade, além de movimentos tranquilos e lentos.
Independentemente de sua origem, suas regras são mais ou menos as mesmas: as varetas são lançadas sobre uma superfície plana. O jogador deve então tentar retirar as varetas, uma a uma, sem mover as demais. Caso a vareta mexer, deverá ceder a vez ao adversário. Vence aquele que conseguir o maior número de varetas, ou caso tenha elas valores atribuídos em função de sua cor, aquele que conseguir maior número de pontos.
Curiosidade: Era o jogo favorito do Rei francês Luís XIII.
O jogo atualmente é fabricado pela ESTRELA, lançado em agosto de 1961.

O PEGA-VARETÃO
De forma aleatória as varetas devem ser misturadas, e segurando uma das pontas de todo o maço de varetas o jogador deve deixá-las cair em uma superfície plana, pode ser no chão ou numa mesa, por exemplo, e da forma que as varetas caírem devem ser retiradas uma a uma sem tocar nas outras varetas, com as mãos ou com a própria vareta,
Números de jogadores: 2 ou 4 jogadores.

O Pega-varetas  é um jogo  simples com regras fácil de assimilar e tem contribuído de forma positiva no processo de apreensão dos conteúdos escolares, uma vez que jogar exige serenidade,atenção e habilidade manual.
                                        REGRAS DO JOGO:
                       
§  No início do jogo, as varetas são juntadas em um feixe e jogadas sobre a mesa;      
§  Os participantes decidem quem iniciará o jogo;
§  Cada jogador tentará, na sua vez de jogar, retirar uma vareta de cada vez sem mexer nas demais;
§  O jogador que mexer nas demais varetas enquanto tenta pegar a sua, perde a vez;
§  O jogador que pegar a vareta preta poderá utilizá-la para retirar a vareta que deseja desde que não mexa nas demais;
§  Vence o jogo quem pegar o maior número de varetas.

A estratégia para ser bem sucedida neste jogo é sempre tentar pegar as varetas que estão por cima, soltas.
                                   HABILIDADES A DESENVOLVER COM O JOGO DE VARETAS

          *Desenvolver o espírito de competição, consciência de grupo, coleguismo e companheirismo.
                *Descobrir os diferentes *Desenvolver a coordenação motora.                       


*Desenvolver o raciocínio lógico.
*Construir gráficos simples  através  da  seleção das cores e da quantidade de cada participante.
 *Associar número à quantidade.
*Analisar, comparar, relacionar, classificar e ordenar as varetas por cores.
*Atribuir valores para cada cor das varetas.
                                                 *Conhecer a história do jogo.
                                                 *Propor situações problema a partir do jogo.

PONTUAÇÃO: amarela- 5 pontos; verde-10 pontos; azul-30 pontos;vermelha-50 pontos e a preta-100 pontos
*Depois de explicado e compreendido o jogo, organize a turma em grupos e inicie. Nesse momento, a preocupação dos alunos deverá ser em relação ao equilíbrio.

AVALIAÇÃO

                                   

Professor, a avaliação necessita permear todo o processo de aprendizagem do aluno com NEE, levando em consideração que cada um tem seu ritmo, tempo e estilo de aprender. Por isso, em cada atividade você deverá observar e registrar as possíveis dúvidas e dificuldades apresentadas pelos alunos.
*Uma das formas de registro que propus aos meus alunos na SRM  foi a construção de um gráfico com a quantidade de pontos que cada um fez em conformidade com as cores.
Outras formas de registros  foram propostas também , varia de acordo com a especificidade dos alunos com NEE. O essencial é estimular o  pensamento hipotético-dedutivo.


"A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si de do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor". (ALMEIDA,1987,p.195)

Trabalho que realizo rotineiramente com meus alunos com nee,  são atividades de rotina para facilitar a memorização dos mesmos.São várias as estratégias e metologias aplicadas no jogo de vareta.
Vale a pena planejar aulas com jogos em qualquer espaço escolar.
Elaine de Almeida Eleutério- 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

LIBRAS



Breve relato  sobre a Libras


A língua de sinais existe desde 4.000 a.C, desde os greco-romanos, considerados seres humanos competentes, passando pela idade média, 476 d.C e chegando a idade moderna. Em meados de 1453 em diante, foi iniciado na França um trabalho educacional com surdos, por Ponce de Leon, considerado o primeiro professor surdo da história.

Nossa sociedade é ainda dominada pelos ouvintes e falantes, contudo , há uma parcela da população que são surdas, os  quais  até algum tempo atrás não conseguiam compreender o outro em sua volta e nem ser compreendido.E, ainda  foram vítimas da  exclusão, pois não tinha uma língua própria, reconhecida  e que lhes possibilitasse sua inserção plena ao meio.
No Brasil, a educação das pessoas com surdez teve início em 1857, ao ser fundada a primeira escola especial no Rio de Janeiro por um professor surdo francês, Ernest Huet, com o apoio de D. Pedro II, e que hoje tem o nome de
Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

O reconhecimento da Libras como língua oficial, leva os surdos do Brasil, a escrever uma nova história, porém apesar dos avanços ainda há muitos fatores que levam muitos surdos  a serem excluídos socialmente, como nas escolas, por não haver profissionais que o compreenda.
OBJETIVOS 
A língua de sinais tem como objetivo promover a comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes. A  Libras, após anos de lutas, foi oficialmente reconhecida como segunda língua oficial do país, com a promulgação da Lei nº 10.436/02 e  do Decreto n° 5.626/05, que propõe alterações nos currículos dos cursos de licenciaturas e Fonoaudiologia, como isso  a pessoa surda passa a ganhar mais espaço na sociedade como cidadão. É necessário conhecer e analisar a legislação no que tange a formação em Libras e como se dá aplicação desta na  educação de surdos, como  é a realidade escolar de uma pessoa surda após tantas modificações benéficas na legislação. A partir da análise da legislação, da observação do trabalho de um educador com aluno surdo, nota-se que há um abismo entre a lei e a realidade, devido à falta de formação do professor em libras o processo de desenvolvimento dos alunos surdos em alguns casos é comprometido. Verificou-se, que apesar dos avanços em nossa legislação a realidade nas instituições de ensino com surdos permanece inalterada, gerando exclusão. É necessário compromisso com a formação de profissionais na área, para que assim o processo de inclusão de surdos seja pleno.


Libras não é linguagem de sinais, não é gesto, não é mímica, Libras é uma língua,

pois, possui todos os elementos linguísticos necessário para ser considerada língua,

ela é composta pelos níveis linguísticos: fonológico, morfológico, sintático e o

semântico, o que a difere das demais línguas é ser visual-espacial

Comunicar com uma pessoa surda, sem usar a linguagem de sinais pode parecer difícil no começo, mas é possível. Existem diferentes níveis de surdez, existem algumas pessoas que são parcialmente surdo e depois há aqueles que são completamente surdo.


COMO COMUNICAR-SE COM PESSOAS SURDAS
Ao encontrar um surdo , se você não sabe Língua de Sinais ,observe:
- Não precisa  gritar;
- Posicionar-se na frente da pessoa;
- Para chamar sua atenção abane as mão no campo visual do surdo e/ou toque a pessoa gentilmente;
- Feito o contato visual, olhos nos olhos, fale calmamente em tom de voz normal articulando bem as palavras sem exagerar;
- Utilize a comunicação visual, se você sabe, mesmo que poucos sinais, use-os! Não se envergonhe de apontar, desenhar, escrever ou dramatizar.
Como utilizar os serviços de interpretação em Língua de Sinais
- Olhe para a pessoa surda, use o discurso direto "tu, você". Não diga "pergunte a ele.... "diga a ela..."; o interprete de Língua de Sinais não é esperada a participação na conversa, ele esta ali para “emprestar” sua voz para os surdos e sua sinalização para os ouvintes , portanto evite dirigir-se ao interprete com comentários, pedidos de opinião ou sugestões. O interprete de Língua de Sinais é um intermediador, a conversa é com o surdo;
- Em nenhuma hipótese interfira no trabalho do interprete, por mais que você considere-se capaz em Língua de Sinais. A decisão de como interpretar , a velocidade, em que posição e em que momento cabe aos profissionais interpretes. As interferências interrompem o processo mental e físico do ato de interpretar, nem sempre são oportunas ocasionado a perda de informação.


É importante você saber também que nem todos os surdos fazem leitura labial assim como nem todos utilizam a língua de sinais para comunicação, cada um tem suas especificidades.







Elaine Eleutério - 30 de abril de 2013






domingo, 24 de março de 2013

Acessibilidade e Tecnologia Assistiva.

Diversidade não é  sinônimo de dificuldades, e sim de transformações qualitativas que busquem ações coletivas e  efetivas para uma inclusão mais autônoma e independente.

Tecnologia: Termo usado para atividades de domínio humano, embasada no conhecimento, manuseio de um processo e ou ferramentas e que tem a possibilidade de acrescentar mudanças aos meios por resultados adicionais a competência natural. Proporcionando desta forma, uma evolução na capacidade das atividades humanas, desde os primórdios do tempo, e historicamente relatadas como revoluções tecnológicas. Estraído de pt.wikipedia.org/wiki/TecnologiaAssistiva: Significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia", segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Extraído de http://www.cedionline.com.br/ta.html
O termo acessibilidade segundo dicionários tem sua raiz no Latim - accessibilitate, e trás por significado qualidade de ser acessível, facilidade na aproximação, no trato ou na obtenção. Esta ampla definição de acessibilidade refere-se a uma concepção das pessoas com necessidades especiais ou não, terem pleno direito de participação e igualdade na sociedade.
A
Tecnologia Assistiva está presente em situações onde haja necessidade de: comunicação alternativa e ampliada; adaptações de acesso ao computador; equipamentos de auxílio para visão e audição; controle do meio ambiente (adaptações como controles remotos para acender e apagar luzes, por exemplo); adaptação de jogos e brincadeiras; adaptações da postura sentada; mobilidade alternativa; além de próteses e a integração dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o local de trabalho.

É importante lembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe que prende o papel à mesa, para que não solte com os gestos involuntários do aluno, a criação de um mapa com os contornos em barbante, até a utilização de equipamentos como mouse e ponteiros ou um software leitor de tela para acesso ao computador.
Dessa forma, acessibilidade, ou seja, a quebra de barreiras para que eles possam viver plenamente seus direitos de liberdade, igualdade e independência. Estudar a acessibilidade para pessoas com necessidades especiais é entender um universo de valorização desta diversidade, é concretizar e abarcar a abrangência da palavra inclusão.
A facilidade, a rapidez e a supressão de barreiras geográficas tornam possível o acesso aos mais diversos canais potenciadores de conhecimento, mas também de convívio e de lazer. Para aqueles cuja autonomia é condicionada por inúmeras barreiras arquitectónicas, dificuldades em utilizar meios de transporte público ou privado e manifestas desvantagens no acesso à informação que os impedem de conhecer e viver a "normalidade", a utilização de um computador e o acesso à Internet podem significar uma liberdade até aí apenas sonhada.(GODINHO, 1999, Introdução)
GODINHO, F. (Coord.) Internet para Necessidades Especiais . Edição UTAD/GUIA, 1999. Disponível em: http://www.acessibilidade.net/web/ine/livro.html. Acesso em: 21 Jul. 2009.
A Tecnologia assistiva vêm sendo incorporadas em nossa cultura, caracterizando-se cada vez como ferramentas indispensáveis na inclusão e integração de pessoas com algum tipo de deficiência. A constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando se refere às pessoascom dificuldades na comunicação (oral e escrita), na funcionalidade e locomoção.
Essas tecnologias de apoio as pessoas deficientes podem ser denominadas “Tecnologias Assistivas”, “Tecnologia de Apoio” ou “Ajudas Técnicas”. A Tecnologia Assistiva é definida como “uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências” (Cook e Hussey, 1995). Portanto, é qualquer item, peça de equipamento ou sistema de produtos, quer adquirido comercialmente de um estoque de fabricação em série, quer modificado, ou feito sob medida, usado para aumentar, manter ou melhorar capacidades funcionais de indivíduos com incapacidades.
Para favorecer a qualidade de vida das pessoas deficientes, os recursos da tecnologia, muitas vezes são imprescindíveis, conforme afirma Radabaugh (2001: 13): “Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”.

Para algumas pessoas com PC(Paralisia Cerebral), grandes dificuldades físico-funcionais, a fala, o simples fato de apontar o dedo sobre um símbolo, para indicar uma mensagem, pode não ser possível ou prático. Por isso, todo esforço deve existir no sentido de possibilitar uma via de comunicação para o indivíduo expressar-se. A Tecnologia Assistiva é o canal que possibilita essas pessoas a se comunicar com o mundo ao seu redor. Existem recursos tecnológicos que possibilitam a acessibilidade, isto é, o acesso desse indivíduo à sociedade, podendo ser por meio da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), o computador, com softwares e hardwares acessíveis.
Estudos desenvolvidos no Brasil (Capovilla et al., 1997, 1998a, 1998b; Capovilla, 2005; Pelosi, 2000; Alves de Oliveira, 2004) enfocando o processo de avaliação e ensino com crianças com Paralisia Cerebral, são providos de estratégias e recursos da Tecnologia Assistiva associados à tecnologia de ensino, porém não há uma descrição de seu uso juntamente com o paradigma de equivalência de estímulos.
Ciências & Cognição 2008; Vol 13 (3): 243-262 <http://www.cienciasecognicao.org> © Ciências & Cognição Submetido em 29/07/2008 | Revisado em 04/12/2008 | Aceito em 08/12/2008 | ISSN 1806-5821 – Publicado on line em 10 de dezembro de 2008
Para proporcionar acessibilidade aos deficientes com dificuldades neuromotoras, os softwares necessitam ter possibilidades de acionamento não convencional no mouse tradicional, mas através de um sistema de escaneamento (varredura). Segundo Pelosi (2000) sistema de escaneamento ou sistema de varredura é um recurso utilizado em equipamentos, que sinaliza as opções na tela do equipamento com o auxílio de pontos luminosos (leds).
A varredura requer um controle mínimo de movimentos físicos. Dependendo da habilidade motora e cognitiva do indivíduo, o acesso por varredura lhe permite executar uma variedade de atividades no computador, que seriam impossíveis sem esta opção de acesso (Browning, 2006).

Segundo Pelosi (2000) e Alves de Oliveira (2004a) a varredura exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária consistente como o bater a mão, o pé, piscar os olhos, balançar a cabeça, soprar, emitir som ou qualquer outro movimento do corpo ou segmento corporal para que sinalize sua resposta. Essas respostas podem ser associadas com hardwares como acionadores indiretos, que substituem o clique do mouse, por meio desses movimentos. Esses acionadores são ligados a um mouse adaptado (figura 1) para receber esses dispositivos.
Acionadores são chaves colocadas em qualquer parte do corpo, onde o usuário possui algum controle ativo de movimento, ele pode ser ativado com pressão (tocar a mão, o pé, a cabeça), tração (puxar o braço), sopro, piscar, e podem ser selecionados e posicionados conforme as habilidades específicas de movimento da criança com PC. O indivíduo precisa aprender a ativar, manter e soltar voluntariamente o acionador. Esses acionadores podem ser confeccionados artesanalmente (figuras 2 e 3), com materiais simples identificados no cotidiano, necessitando apenas estar adequado às características e necessidades funcionais dos indivíduos que deles necessitam. Neste artigo são mostrados os acionadores artesanais, desenvolvidos no Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade – NEDETA1, com a proposta da substituição da tecnologia importada por tecnologia nacional, inovadora e de baixo custo, possibilitando a acessibilidade financeira dos usuários.

Minhas considerações complementares:

A tecnologia assistiva é um recurso utilizado para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária  e pretendida por uma pessoa com deficiência em qualquer situação de aprendizagem no contexto escolar e fora do espaço de sala de aula. As tecnologias assistivas  impulsionam as práticas pedagógicas porque propicia tanto ao aluno como ao professor mais autonomia na resolução de problemas funcionais enfrentados pelos alunos com NEE. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.
Sendo assim, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns.

Em se tratando de acessibilidade , no meu ambiente de trabalho muito ainda precisa ser feito para eliminar as barreiras arquitetônicas que existem para que os alunos com NEE (cadeirantes e outros) possam transitar melhor na escola. A observância desses detalhes é relevante  para perceber  o que está feito em termos de acessibilidade e o que pode ser feito ainda.
Percebo nas leituras que faço e nos cursos de capacitação também  que já temos muita coisa pronta - leis, normas, projetos, mas que não funciona muito bem, ainda está no nível do papel. Faltam mudanças - de hábitos, de paradigmas.
Ponto de partida para ser um bom especialista  da  educação inclusiva no ensino regular: Sensibilidade, educar o olhar,estudar muito,ser empático (fundamental) , mudar hábitos, são as atitudes necessárias. Enfim todos sairão ganhando e ficarão felizes, com certeza.
Os alunos com NEE  agradecem e aplaudem, alguns com um olhar significativo, outros com um sorriso, outros com um abraço, alguns com um  aperto de mão. Ah! São  tantas as manifestações de carinho e gratidão que seria uma folha inteira ou mais para relatar o que eles sentem por nós.  Elaine Eleutério /2013
Para saber mais (links para arquivos em formato PDF - requerem leitor tipo Adobe Reader):
Textos sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
·         Atendimento Educacional Especializado e Laboratórios de Aprendizagem: O Que São e a Quem se Destinam (80kB)Livros sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. O Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Os alunos com deficiência visual, baixa visão e cegueira
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Surdocegueira e Deficiência Múltipla
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Orientação e mobilidade, adequação postural e acessibilidade espacial
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Livro Acessível e Informática Acessível
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Transtornos Globais do Desenvolvimento
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Altas Habilidades/Superdotação
·         AEE - Pessoa com Surdez
·         AEE - Deficiência Física
·         AEE - Deficiência Mental
·         AEE - Deficiência Visual
·         Manual de Acessibilidade
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos Pedagógicos Adaptados
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos para Comunicação Alternativa

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Você está preparado para a inclusão de alunos com NEE?

                       Foto de uma reunião da Rede de Apoio com o Terapeuta Ronam
                                                        
                                   ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA ELZA DE OLIVEIRA LAGE
 PROJETO INCLUIR

Professor:
Você está preparado para trabalhar com a inclusão em sala de aula?

O teste de poder de inclusão foi criado pela Professora Maria Teresa Eglér Mantoan, publicado no livro Humor e Alegria na educação (Summus, 2006).
 O teste é simples mas, de acordo com Mantoan, pode ajudar a identificar o vírus da exclusão, latente nas escolas.

O teste, bem como seu gabarito, são apresentados a seguir: Para esse breve exame, as regras são:

1. Colocar-se na condição dos professores(as) que aqui apresentaremos.
2. Escolher a alternativa que você adotaria em cada caso, mas sem pensar muito, respondendo com o que vem mais rápido à cabeça.
3. Descobrir e aprender mais sobre si mesma(o).

Responda às questões e confira.

1. A professora Sueli procura incluir um aluno com deficiência mental em sua turma de
1ª série. Tudo caminha bem em relação à socialização desse educando, mas diante dos demais colegas o atraso intelectual do aluno é bastante significativo.
Nesse caso, como você resolveria a situação?

(A) Encaminharia o aluno para o atendimento educacional especializado oferecido pela escola?
(B) Solicitaria a presença de um professor auxiliar ou itinerante para acompanhar o aluno em sala de aula?
(C) Esperaria um tempo para verificar se o aluno tem condições de se adaptar ao ritmo da classe ou precisaria de uma escola ou classe especial?

2. Júlia é uma professora de escola pública que há quatro anos leciona na 2ª série. Há um fato que a preocupa muito atualmente: o que fazer com alguns de seus alunos, que estão cursando pela terceira vez aquela série?
Para acabar com suas preocupações, qual seria a melhor opção?

(A) Encaminhá-los a uma sala de alunos repetentes, para ser mais bem atendidos e menos discriminados?
(B) Propor à direção da escola que esses alunos sejam distribuídos entre as outras turmas de 2ª série, formadas por alunos mais atrasados?
(C) Reunir-se com os professores e a diretora da escola e sugerir que esses alunos
se transfiram para turmas da mesma faixa etária e até mesmo para as classes de
Educação de Jovens e Adultos (EJA), caso algum já esteja fora da idade própria do ensino fundamental?

3. Cecília é uma adolescente com deficiência mental associada a comprometimentos físicos; ela está freqüentando uma turma de 3ª série do ensino fundamental, na qual a maioria dos alunos é bem mais nova que ela. A professora percebeu que Cecília está desinteressada pela escola e muito apática. Qual a melhor saída, na sua opinião, para resolver esse caso?

(A) Chamar os pais de Cecília e relatar o que está acontecendo, sugerindo-lhes que procurem um psicólogo para resolver o seu problema?
(B) Avaliar a proposta de trabalho dessa série, em busca de novas alternativas
pedagógicas?
(C) Concluir que essa aluna precisa de outra turma, pois a sua condição física e problemas psicológicos prejudicam o andamento escolar dos demais colegas?

4. Numa 2ª série de ensino fundamental, em que há alunos com deficiência mental e outros com dificuldades de aprendizagem, relacionadas a outros motivos, o professor Paulo está ensinando operações aritméticas. Esses alunos não conseguem acompanhar o restante da turma na aprendizagem do conteúdo proposto. O que você faria, se estivesse no lugar do professor Paulo?

(A) Reuniria esse grupo de alunos e lhes proporia as atividades facilitadas do currículo adaptado de atemática?
(B) Distribuiria os alunos entre os grupos formados pelos demais colegas e trabalharia com todos, de acordo com suas possibilidade de aprendizagem?
(C) Aproveitaria o momento das atividades referentes a esse conteúdo para que esses alunos colocassem em dia outras matérias do currículo, com o apoio de colegas voluntários?

5. Fábio é um aluno com autismo que freqüenta uma turma de 3ª série. É o seu primeiro ano em uma escola comum e ele incomoda seus colegas, perambulando pela sala e interferindo no trabalho dos grupos.
Que decisões você tomaria para resolver a situação, caso fosse o (a) professor (a) desse grupo?

(A) Solicitaria à direção da escola que retirasse Fábio da sala, pois o seu comportamento está atrapalhando o desempenho dos demais alunos e o andamento do programa?
(B) Marcaria uma reunião com o coordenador da escola e solicitaria uma avaliação e o encaminhamento desse aluno para uma classe ou uma escola especial?
(C) Reuniria os alunos e proporia um trabalho conjunto com a turma em que todos se comprometeriam a manter um clima de relacionamento cooperativo de
aprendizagem na sala de aula?

6. Guilherme é uma criança que a escola chama de “hiperativa”. Ele gosta muito de folhear livros de histórias. Ocorre que freqüentemente rasga e/ou suja as páginas dos livros, ao manuseá-los sem o devido cuidado.
O que você lhe diria, caso fosse seu (sua) professor(a)?

(A) “Hoje você não irá ao recreio, porque rasgou e sujou mais um livro."
(B) “Vou ajudá-lo a consertar o livro, para que você e seus colegas possam ler esta linda história.”
(C) “Agora você vai ficar sentado nesta mesinha, pensando no que acabou de fazer.”

7. Norma é professora de uma 4ª série de ensino fundamental e acabou de receber um
aluno cego em sua turma. Ela não o conhece bem, ainda. No recreio, propõe à turma um jogo de queimada. É nesse momento que surge o problema: o que fazer com Paulo, o menino cego?

Arrisque uma “solução inclusiva” para esse caso.

(A) Oferecer-lhe outra atividade, enquanto os demais jogam queimada, fazendo-o entender o risco a que essa atividade o expõe e a responsabilidade da professora
pela segurança e integridade de todos os seus alunos.
(B) Perguntar ao Paulo de quais jogos e esportes ele tem participado e se ele conhece as regras da queimada.
(C) Reunir a turma para resolver a situação, ainda que na escola não exista uma bola de meia com guizos.

8. Maria José é professora de escola pública e está às voltas com um aluno de uma turma de 5ª série. Ele tem 12 anos, é muito agressivo e mal-educado, desbocado, desobediente e não se submete à autoridade dos professores nem à das demais pessoas da escola; sempre arruma uma briga com os colegas, dentro da sala de aula, ameaçando-os com um estilete. O que você faria no lugar dessa professora aterrorizada?

(A) Estabeleceria novas regras de convivência entre todos e, em seguida, analisaria com a turma os motivos que pode nos levar a agir com violência?
(B) Enfrentaria as brigas, retirando o aluno da sala de aula e entregando-o à direção da escola?
(C) Tentaria controlar essas situações, exigindo que o menino entregasse o estilete, para que os demais alunos se acalmassem?

9. Sérgio é um aluno surdo. Ele tem 13 anos de idade e freqüentou, até o momento, uma escola de surdos. Esse aluno está no seu primeiro dia de aula em uma escola comum. A professora, percebendo que Sérgio não fazia leitura labial, procurou a diretora da escola para questionar a admissão desse aluno em sua turma, uma vez que ele não sabe se comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Se você fosse a professora de Sérgio, antes de tomar essa atitude:

(A) Chamaria os pais desse aluno e os convenceria de que a escola de surdos era mais apropriada para às necessidades dele?
(B) Procuraria saber quais as obrigações e direitos desse aluno e buscaria o recurso adequado à continuidade de seus estudos na escola comum?
(C) Providenciaria a presença de um intérprete de Libras, solicitando um convênio com uma entidade local especializada em pessoas com surdez?

Conte os pontos e confira o seu poder de inclusão, ou melhor, a sua imunidade ao vírus da exclusão:
1 a) 3 b) 2 c) 1              2 a) 1 b) 2 c) 3        3 a) 2 b) 3 c) 1           4 a) 1 b) 3 c) 2         5 a) 1 b) 2 c) 3             6 a) 1 b) 3 c) 2    
7 a) 1 b) 2 c) 3              8 a) 3 b) 1 c) 2        9 a) 1 b) 3 c) 2
Resultado:

De 27 a 23 pontos

Imune à exclusão!Você está apto(a) a enfrentar e vencer o vírus da exclusão, pois já entendeu o que significa uma escola que acolhe as diferenças, sem discriminações de qualquer tipo. Compreendeu também que a inclusão exige que os professores atualizem suas práticas pedagógicas para que possam oferecer um ensino de melhor qualidade para todos os alunos. Parabéns! Não se esqueça, porém, de que o atendimento educacional especializado deve ser assegurado a todos os alunos com deficiência, como uma garantia da inclusão.

De 22 pontos a 16 pontos

No limite.
Você precisa se cuidar! Atenção, pois você está vivendo uma situação de fragilidade em sua saúde educacional. Cuidado! É preciso que você tome uma decisão e invista na sua capacidade de se defender do vírus da exclusão. Quem fica indeciso entre enfrentar o novo, no caso, a inclusão de todas as crianças nas escolas comuns, e incluir apenas alguns, ou seja, os alunos que conseguem acompanhar a maioria, está vivendo um momento difícil e perigoso. Você está comprometendo a sua capacidade de ensinar e a possibilidade dos alunos de aprender com alegria!

De 15 a 9 pontos

Altamente contaminado.
Tome todas as providências para se curar dos males que o vírus da exclusão lhe causou. Há muitas maneiras de se cuidar, mas a que recomendamos é um tratamento de choque, porque o estrago é grande! Você precisa, urgentemente, se tratar, mudando de ares educacionais, tomando injeções de ânimo para adotar novas maneiras de atuar como professor(a). Outra medicação recomendada é uma alimentação sadia, muito estudo, troca de idéias, experimentações, ousadia para mudar o seu cardápio pedagógico.
Tente colocar em prática o que tem dado certo com outros que se livraram desse vírus tão voraz e readquira o seu poder de profissional competente.     Boa recuperação!





domingo, 17 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE EM DISCUSSÃO - Uma escola para todos!

"As diferenças representam grandes oportunidades de aprendizado. As diferenças oferecem um recurso grátis,abundante e renovável...o que é importante nas pessoas - e - nas escolas - é o que é diferente,não o que é igual."         Robert Barth                                                     

A escola inclusiva hoje apresenta um cenário bem diferente de algumas décadas atrás. Apresenta  perspectivas de  muitas mudanças nos conceitos de Educação Especial/Educação inclusiva o que tem afetado significadamente as concepções da teoria com a prática educativa do professor na escola. O pressuposto  principal da educação inclusiva  é o de propiciar ao aluno com (NE) Necessidades Especiais, a apropriação do conhecimento escolar, junto com os demais pares etários na sala de aula.  Se a lei  for mascarada  pela  escola o aluno acabará não aprendendo de acordo com sua a especificidade pois cada um tem um jeito especial de aprender, tem suas peculiaridades, tem seus ritmos e tem também estilos diferentes e o aluno com NEE  não é diferente dos demais.
São muitas as mudanças ocorridas nas concepções e na orientação geral para a investigação e para a intervenção pedagógica e psicopedagógica nos campos dos saberes dos alunos com NEE. Mudanças que tem surpreendido muitos  professores , pais, estudiosos e pesquisadores  nas diversas áreas da construção do  conhecimento relacionado com as necessidades educativas especiais.
 A afetividade é um fator  primordial  para que a inclusão escolar seja real sem ser camuflada.O professor da classe regular deve estar sensibilizado e capacitado (tanto psicológica quanto intelectualmente) para mudar sua forma de ensinar e adaptar o que vai ensinar.
Um dos pontos relevantes dessa mudança é a capacitação de  professores,que visa a  formação teórico-metodológico, que lhe permita se transformar em um professor que possa refletir e re-significar sua prática pedagógica para atender seu alunado. Se não acontecer o aluno vai sofrer e vai evadir  pois sentirá um ser insignificante na sala de aula, pois somos a diversidade. A escola precisa se organizar para atender os alunos com NEE  para garantir o acesso e a permanência deles na escola como rege a LDBN/96, a Declaração de Salamanca e outros documentos que definem a inclusão dos alunos com NE nas escolas regulares.                           
Sob a questão curricular, significa que o aluno com necessidades especiais deve fazer parte do ensino  regular, aprendendo as mesmas coisas que os demais da classe, mesmo que de maneira diferente.Dessa forma,  cabe ao professor juntamente com a equipe pedagógica  fazer as necessárias adaptações curriculares como rege as leis da educação inclusiva. O professor precisa garantir a aprendizagem do aluno com um currículo pautado na diversidade  que leve em consideração a flexibilidade, a acessibilidade,a adaptabilidade para a promoção da equidade. Reconhecer  as diferenças culturais, a pluralidade das manifestações intelectuais, sociais, afetivas e outras necessidades educativas especiais é um novo desafio para a  escola atual.

O ensino inclusivo respeita as deficiências e diferenças, reconhece que todos  somos diferentes e que a escola e os velhos paradigmas de educação precisam ser transformados para atender as necessidades individuais de todos os educandos, tenham eles ou não algum tipo de necessidade especial. Se não nos  determos nessa nova visão educacional, não conseguiremos romper com velhos paradigmas e fazer com que a inclusão aconteça realmente nas escolas.


Assim sendo , deve-se abrir novos espaços e fomentar discussões e questionamentos numa consciência de uma nova ética escolar, advinda de uma consciência individual e social para vivenciar  o cerne da inclusão em seu sentido mais pleno. E, assim fazer da diversidade um recurso de ensino significa mostrar que todas são iguais por que todos podem aprender.
 

 Neste caso, toda classe é inclusiva. Quem são os inclusos? Só os  alunos  com deficiência física,motoras ou  sensoriais? Ou,    o  gordo ou o muito magro, ou  de condutas típicas , ou pobre ou rico, ou os diabéticos,ou  o superdotado, ou o desnutrido, ou o viciado em drogas, ou homossexual , ou o que apresenta déficit de atenção,ou  o que usa óculos com grau muito forte  e ou outras diferenças que rotulam nossos alunos na escola.
A escola que propomos  é uma escola aberta à diversidade                                        
  Elaine de Almeida Eleutério/2013