quarta-feira, 31 de julho de 2013

A inclusão dos surdos na escola regular



A INCLUSÃO DOS SURDOS E A LIBRAS NO CONTEXTO ESCOLAR




Para o movimento surdo, contam as instâncias que afirma a busca do direito do indivíduo surdo em ser diferente em questões sociais, políticas e econômicas que envolvem o mundo do trabalho, da saúde, da educação, do bem-estar social . Perlin, 1998

Este trabalho tem como pressuposto teórico um pequeno relato sobre a trajetória histórica dos surdos, o ensino da Libras  e a inserção dos alunos surdos e suas implicações no contexto escolar ao deparar com o despreparo dos professores e o preconceito que ainda paira silenciosamente dentro da escola.

O objetivo da inclusão social é agregar o indivíduo na sociedade dando suporte para que as relações sociais aconteçam de forma mais efetiva  e o  ponto importante sobre a inclusão social é percebermos que o fato de incluir significa também, que devemos nos capacitar e sensibilizar os ditos normais que as pessoas com NEE (Necessidade Educativa Especial) apresentam potencialidades como outra pessoa qualquer e tem o direito , o acesso e a permanência na escola garantidos por lei. É nesse contexto que a  inclusão vem tomando força cada vez mais tornando uma realidade inegável e possibilita   a inserção dos alunos com NEE no âmbito educativo.

CONCEITOS:  SURDEZ E SURDO - COMUNIDADE SURDA E POVO SURDO
A surdez é a incapacidade de o cérebro processar e decodificar, parcial ou totalmente, os estímulos sonoros enviados através do nervo auditivo, devido a falha no mecanismo de transmissão desses estímulos
Surdos: são aqueles que perderam a audição de forma parcial ou total. Há muitos graus de perda auditiva, hoje dizemos que surdos são aqueles que usam a língua de sinais para se comunicar e deficientes auditivos aqueles que com uma prótese podem reconhecer pelo som as palavras.

 Povo surdo é grupo de sujeitos surdos que tem costumes, história, tradições em comuns e pertencentes às mesmas peculiaridades, ou seja, constrói sua concepção de mundo através da visão.

 Comunidade surda, na verdade não é só de surdos, já que tem sujeitos ouvintes junto, que são família, intérpretes, professores, amigos e outros que participam e compartilham os mesmos interesses em comuns em um determinado localização que podem ser as associação de surdos, federações de surdos, igrejas e outros.”
Como afirma MONTEIRO: “(...)Há pessoas surdas em toda a parte do Brasil. Porém, muitos surdos são invisíveis à Sociedade (...): a) Nos Lugares Comuns ( praças, bares, cinemas, clubes, etc. ), b) Nas Associações de Surdos, c) Nas Escolas e Universidades, d) Nas Clínicas, e) Nas Igrejas” (2006, p.280).

BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DOS SURDOS

O fenômeno da surdez revela uma trajetória cheia de conflitos no processo da compreensão desse fenômeno, que outrora era chamada de maldição, loucura, aberração ou patologia congênita e outros nomes que contribuíram com a  estigmatização e a discriminação das pessoas com surdez na história da humanidade.

Conhecer a história de surdos não nos proporciona apenas a ocasião para adquirimos conhecimentos, mas também para refletirmos e questionarmos diversos acontecimentos relacionados com a educação em várias épocas. Por exemplo, por que atualmente, apesar de se ter uma política de inclusão, o sujeito surdo continua excluído?

Desde o período de Moisés  até o século XV, os deficientes auditivos foram tratados como seres primitivos incompetentes e imperfeitos e castigados pelos Deuses. Em decorrência disso eram  abandonados , excluídos dos direitos sociais e muito menos ser educados por serem considerados intelectualmente inferiores aos outros.

Nesse período, era comum à eugenia, quer dizer, a eliminação das pessoas com qualquer tipo de deficiências  como uma “anormalidade”   fim de controle social vistas numa sociedade   majoritariamente ouvinte.

Como não  havia escolas para surdos, e a partir do século XV até o século XVIII  começaram a surgir os primeiros educadores nessa área, que divergiam, no entanto, quanto ao método de ensino mais apropriado.

Entre eles destacam-se Girolamo Cardano  que propôs um conjunto de princípios que prometia uma ajuda educacional e social  francês Charles-Michel.  Estes educadores desenvolveram seus ensinos em diferentes direções e suas opções teóricas situaram-se entre dois extremos: o oralismo e a posição gestualista.

 O abade francês Charles-Michel, desenvolveu um sistema de sinais para alfabetizar crianças surdas que serviu de base para o método usado até hoje. Na época, as crianças com deficiências auditivas e na fala não eram alfabetizadas. O abade fundou, em 1755, a primeira escola para surdos, ensinando o alfabeto a seus alunos com gestos manuais descrevendo letra por letra.

Continuando o percurso histórico,  em 1846 Alexander Melville Bell, professor de surdos, o pai do  célebre inventor de telefone Alexander Grahan Bell, inventou  um código de símbolos chamado “Fala vísivel” ou “Linguagem vísivel”, sistema que utilizava desenhos dos lábios, garganta, língua, dentes e palato, para que os surdos repitam os movimentos e os sons indicados pelo professor.

E assim,  em 1856, o conde francês Ernest Huet, que era surdo, trouxe ao Brasil a língua de sinais francesa", afirma Moisés Gazale, diretor da Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos (Feneis), no Rio de Janeiro. Essa globalização do sistema foi facilitada pelo fato de os sinais também representarem - além das letras - conceitos como fome ou sono, permitindo a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades.

E em 1857 foi fundada a primeira escola para surdos no Rio de Janeiro – Brasil, o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”,hoje, “Instituto Nacional de Educação de Surdos”– INES, criada pela Lei nº 939 (ou 839?) no dia 26 de setembro. Foi nesta escola que surgiu, da mistura da língua de sinais francesa com os sistemas já usados pelos surdos de várias regiões do Brasil, a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Dezembro do mesmo ano, o Eduardo Huet apresentou ao grupo de pessoas na presença do imperador D.Pedro II os resultados de seu trabalho causando boa impressão.

Em 1966, o médico americano Orin Cornett deu uma importante contribuição a essa linguagem, unindo a utilização dos sinais com a leitura labial. Hoje, cada país tem sua própria linguagem de sinais para surdos. Todas elas derivam do alfabeto manual francês, mas podem apresentar pequenas variações em função da gramática local. No Brasil o sistema é conhecido como Libras: Língua Brasileira de Sinais.

De acordo com Soares (1999, p. 19), Ponce de Leon foi considerado o primeiro professor de surdos da história. Ele ensinava filhos surdos de pessoas nobres, foi o responsável pelo desenvolvimento do alfabeto manual, que ajudava surdos a soletrar palavras.

Resumindo os primeiros passos do surgimento do alfabeto de libras no Brasil teve sua origem datada nos tempos do Império. Por volta de 1850 um conde Frances, que possuía deficiência auditiva, trouxe até o Rio de Janeiro, um material que continha o alfabeto em francês e com alguns sinais. O sistema foi então adaptado  e deu origem ao alfabeto manual da Libras   para ser difundido e assimilado em terras brasileiras.

Em suma, a história dos surdos, contada pelos não-surdos, é mais ou menos assim: primeiramente os surdos foram descobertos  pelos ouvintes, depois eles foram isolados da sociedade para serem educados e afinal conseguirem ser como os ouvintes; quando não mais se pôde  isolá-los, porque eles começaram a formar grupos que se fortaleciam, tentou-se dispersa-los, para que não criassem guetos.

Surdos e ouvintes de uma mesma comunidade são criados com valores, crenças, símbolos e modos de agir e pensar comuns. Surdos e ouvintes são elementos de uma mesma cultura. Defender uma cultura surda seria legitimar a desigualdade e a discriminação.

Um pouco da  Legislação que ampara os surdos no Brasil e no mundo.

A Constituição Federal, através do artigo 205, garante o direito à educação a
 todos os indivíduos. Quando a constituição se refere ao termo “todos os indivíduos”, subtende-se que não há distinção. No artigo 206 é ressaltada a igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Observa-se então que, a constituição garante a todos o direito de a educação sem distinção de raça, sexo, cor, origem ou deficiência. Fica claro que não é permitido nenhum tipo de discriminação ou impedimento da matrícula do indivíduo com deficiência  na rede regular de ensino.

A Conferência Mundial em Educação Especial, organizada pelo governo da Espanha na cidade de Salamanca, em cooperação com a UNESCO, em 1994, ressalta que o direito de cada criança a educação é proclamado na Declaração Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reafirmado pela Declaração Mundial Sobre Educação para Todos. Na Declaração de Salamanca ficou estabelecido que “Toda criança tem direito fundamental a educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem” e “toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagens que são únicas.

O alfabeto em libras já sofreu grandes mudanças e sua trajetória é marcada por lutas, o alfabeto em libras, quase teve seu nome alterado durante sua historia no Brasil, voltando a seu vigorado em 1991, em Minas Gerais. 

Assim, de acordo com Mazzota (1996), a implementação da inclusão tem como pressuposto um modelo no qual cada criança é importante para garantir a riqueza do conjunto, sendo desejável que na classe regular estejam presentes todos os tipos de aluno, de tal forma que a escola seja criativa no sentido de buscar soluções visando manter os diversos alunos no espaço escolar, levando-os a obtenção de resultados satisfatórios em seu desempenho acadêmico e social. 



A Lei de diretrizes e bases da educação nacional, Lei nº 9.394/96, trata da questão da inclusão da pessoa como necessidade especial. Segundo a LDB, a inclusão de uma pessoa com necessidade especial, sempre que possível, deve ser feita em turmas regulares, como alunos sem necessidade de atendimento especial. A depender da necessidade o seu processo de aprendizagem pode não ser comprometido, havendo claro, condições favoráveis, que vão desde recursos didático  e profissionais capacitados.

Em 1966, o médico americano Orin Cornett deu uma importante contribuição a essa linguagem, unindo a utilização dos sinais com a leitura labial. Hoje, cada país tem sua própria linguagem de sinais para surdos. Todas elas derivam do alfabeto manual francês, mas podem apresentar pequenas variações em função da gramática local. No Brasil o sistema é conhecido como Libras: Língua Brasileira de Sinais.

A questão das dificuldades de comunicação dos surdos é bastante conhecida, mas, na realidade brasileira, as leis (10.436, 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a língua de sinais brasileira, e mais recentemente o Decreto 5626/05, que regulamenta as leis 10.098/94 e 10.436/02 e orienta ações para o atendimento à pessoa surda) e este conhecimento não têm sido suficientes para propiciar que o aluno surdo, que freqüente uma escola de ouvintes, seja acompanhado por um intérprete.
Além disso, a presença do intérprete de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros. 

É muito recente a oficialização do alfabeto em libras no Brasil, pois foi somente em abril de 2002, que o País oficializou a língua de sinais.
O alfabeto em libras ou língua de sinais, como é normalmente chamado não é apenas um método de gestualização, ela deve ser considerada como uma língua a parte. Pois em outros países os códigos em libras, os sinais, são diferentes. Cada cultura gestualiza seus códigos de maneira própria. 


O ALUNO SURDO E A ESCOLA

A escola precisa assumir a educação de seus alunos, contemplando a pedagogia da diversidade, pois todos os alunos deverão estar dentro da escola regular, independente de sua origem social, étnica ou lingüística. E perceber antes de tudo que é a escola que tem que se adaptar ao aluno com NEE e não o aluno a escola.
 A escola é muito importante na formação dos sujeitos todos os seus aspectos. É um lugar de aprendizagem, de diferencia e de trocas de conhecimentos; precisando, portanto, atender a todos sem distinção, afim de não promover fracasso, discriminação e exclusões.
 Vários são os dispositivos legais que estruturam-se na  organização especial de currículos, desenvolvimento de métodos, técnicas e recursos educativos, além de professores especializados. No caso dos surdos, trata-se de promover adequações nas ações educacionais a realidade destes sujeitos que tem ou deveriam a língua de sinais como língua materna.

Sendo assim, as discussões em torno do processo de escolarização da pessoa surda são, historicamente, bastante freqüentes, principalmente no que diz respeito à modalidade de comunicação e à língua propriamente dita, que deverá ser considerada no processo de letramento desses indivíduos. Também devem ser consideradas as diferentes opiniões acerca do “lugar de escolarização” da pessoa surda, que pode ocorrer nas escolas especiais, nas escolas regulares ou nas escolas inclusivas a criança surda, quando chega à escola, diferentemente da criança ouvinte, não tem a língua oral adquirida. Via de regra, não tem língua alguma e portanto a  maior dificuldade é na comunicação. 

“No caso de crianças surdas, o acesso ao conhecimento estará intimamente ligado ao uso comum de um código lingüístico prioritariamente visual, uma vez que, de outra forma, ela poderá apenas ter acesso às características físicas do objeto e não as conceituais”. (MEC, 2003, p.83).
A escola tem a função de promover o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo moral e social dos alunos com necessidades educacionais especiais e ao mesmo tempo facilitar  a integração na sociedade como membros ativos.

É necessário que o professor conheça e compreenda a Língua utilizada pelo aluno surdo, as variadas formas de expressão por ele utilizada. Por isso, é importante participar de cursos de capacitação que possibilitem aprender a língua oficial, ou seja, a Libras.

Verifica que a escola não assume a sua educação a partir de todas  os aspectos de suas singularidades e, principalmente, no efetivo favorecimento da convivência social. Conclui que a segregação e a exclusão  apresentam­se
ainda como a realidade da criança surda na escola.

Na verdade observa que a escola não tem nem mesmo apresentado sucesso na educação de inúmeras pessoas ditas normais. Vemos que muitos alunos vivenciam repetências sucessivas no processo de escolarização e que, ao final, acabam excluídos e relegados a um segundo plano tanto social  como profissionalmente, pois que são vistos  de forma inferiorizada nas exigências para a  participação no mundo social e do trabalho. Analisando por essa ótica, como ensinar os alunos surdos na sala de aula ou com qualquer outra deficiência.

 Muitos têm tratado da inserção de alunos com surdez na escola regular como sendo inclusão, mas o que ocorre, na maioria das vezes, ainda é integração  escolar, entendida como uma forma parcial de inserção do sujeito no ambiente escolar, pois  que fica condicionada à capacidade de os alunos com surdez acompanharem os demais  colegas ouvintes e atenderem as exigências  da escola. A integração escolar tem cunho adaptativo unilateral e, por isso, continua desrespeitando esses alunos e não atendendo as  suas necessidades específicas.

A linguagem é responsável pela regulação da atividade psíquica humana, pois é ela que permeia a estruturação dos processos cognitivos. Assim, é assumida como constitutiva do sujeito, pois possibilita interações fundamentais para a construção do conhecimento (Vigotski, 2001).

Dessa forma, é através da linguagem que o sujeito se constitui como tal, com suas especificidades e características humanas, distinguindo-se dos demais animais. É no contato com a linguagem, integrando uma sociedade que faz uso dela, que o sujeito a adquire. Já para as pessoas surdas, esse contato revela-se prejudicado, pois a língua oral é percebida por meio do canal auditivo, alterado nestas pessoas. 
Outro fator preponderante é que o indivíduo surdo pode ficar restrito a um universo lingüístico muito pequeno quando a família ou a escola sabem muito pouco da língua de sinais.

Crianças surdas filhas de pais ouvintes, que são a maioria dos surdos, muitas vezes, entram em contato apenas tardiamente com a Língua de Sinais e a comunidade surda. Todavia, o acesso e o contato com essa língua, no espaço escolar, pode favorecer o desenvolvimento e a aquisição de novos conhecimentos de forma mais ampla e adequada, afetando inclusive a aceitação da família para a aproximação com comunidade de surdos.

Para a criança surda, tal como para a criança ouvinte, o pleno desenvolvimento das suas capacidades lingüísticas ,  emocionais e sociais é uma condição imprescindível para o seu desenvolvimento como pessoa.
A construção de uma verdadeira sociedade inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na linguagem se expressa, voluntariamente ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiências. E a ausência de uma língua comum entre professores e estudantes produz barreiras na construção do conhecimento desses educandos.

Para que a criança surda alcance o seu desenvolvimento total, a inclusão necessita de acompanhamento adequado, deve-se considerar a capacitação dos professores desempenharem esse trabalho. É importante que o professor possua conhecimento de métodos e técnicas adequados para a realização de um trabalho sistemático e contínuo de acompanhamento ao desenvolvimento do aluno surdo.

A importância da Libras na escola

A LIBRAS é um elemento essencial para comunicação e fortalecimento de identidade surda no Brasil e dessa forma, a escola não pode ignorá-la no processo educacional.

A importância linguistica de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) no contexto escolar, a inclusão vem tomando força cada vez mais, a realidade é esta inegável e deve acontecer no âmbito educativo. Vale enfatizar que o alfabeto em libras é assegurado por lei, regulamentada em 24 de abril de 2002, com a lei n° 10.436.

 Discutir como a educação dos surdos é como ela deve acontecer no contexto escolar tem sido motivos polêmicos, pois, não basta somente que seja incluído em classes normais, mas principalmente, que seja atendido nas suas necessidades linguísticas.

Compreende-se que para as condições serem iguais, é preciso aceitar e compreender as diversas formas de expressão presentes na sociedade, em relação aos alunos ouvintes quanto como os surdos, estimulando-os a se comunicarem de maneira que mais lhe favoreça.

É bastante comum ouvir uma pessoa dizer que conhece a língua de sinais, quando, na verdade o que conhecem é o alfabeto manual da língua de sinais.
Assim como as línguas de sinais, o alfabeto manual não é universal, cada língua de sinais tem seu próprio alfabeto.

Na língua de sinais, os conceitos são representados pelos sinais que estão carregados de significados próprios de sua cultura. “As verdadeiras línguas de Sinais são, de fato, completas em si mesmas, possuindo, porém, um caráter diferente de qualquer língua falada ou escrita.  Assim,  não é possível transliterar uma língua falada para língua de sinais palavra pó palavra ou frase por frase – suas estruturas são essencialmente diferentes”.(SACKS, 1998, p.42).
Quando se insere um intérprete de Língua de Sinais na sala de aula abre-se a
possibilidade do aluno surdo poder receber a informação escolar em sinais, através de uma pessoa com competência nesta língua. Contudo, é preciso que se leve em consideração (especialmente na realidade brasileira) que, a presença da Língua de Sinais não é garantia de que a criança surda apreenda facilmente os conteúdos, porque nem sempre ela conhece essa língua, ou possui interlocutores capazes de inseri-la nesse universo lingüístico.

Por outro lado, a inserção de um intérprete de Língua de Sinais em sala de aula não garante que outras necessidades da pessoa surda, também concernentes à sua educação, sejam contempladas.

Muitas crianças, por não terem contato anterior com a Libras, sabem poucos sinais e esse fato acaba conduzindo-as à um atraso no desenvolvimento da linguagem e, dessa forma, possui um déficit de conhecimentos em geral. Sciliar-Cabral (1988) é enfática ao afirmar que a não-exposição a uma língua, no caso a língua nativa, no período natural da aquisição da linguagem, causa danos irreparáveis e irreversíveis à organização psicossocial de um indivíduo.

O apoio pedagógico é muito importante e necessário para as pessoas surdas, devem-se levar em consideração os diferentes casos de deficiência auditiva para trabalhar com os materiais e maneiras adequadas.

No contexto educacional de surdos, o ensino de LIBRAS é uma questão preocupante, pois, o reconhecimento da importância do estudo da mesma no ensino no ensino de surdos, as vezes ainda é deixada de lado. Portanto, há uma necessidade maior e reflexões, no sentido de evidenciar a sua importância.

Houve mudanças significativas no processo de inclusão no Brasil  e um dos avanços foi  a  acessibilidade comunicacional , ou seja, toda ação que facilita a interação entre as pessoas e o ambiente. São exemplos de instrumentos de acessibilidade comunicacional: a libras - língua brasileira de sinais, a audiodescrição, entre outros instrumentos tais como: o código de escrita Braille, os softwares leitores de tela como o Virtual Vision, Jaws e o NVDA, legendas em português e aparelhos tecnológicos que oferecem recursos para ampliar a recepção de informação das pessoas surdas ou cegas, ou com paralisia cerebral, etc.

Segundo, MAYER, 2011,  essas ferramentas são chamadas de  tecnologia assistiva que significa todo arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente e inclusão dos alunos com NEE nos âmbitos escolares e sociais no Brasil e no mundo.
Outro avanço significativo também é a   da inclusão da Libras como disciplina curricular da  Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000,   que regulamenta no artigo 3º a  Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Portanto, o reconhecimento da Libras como  língua oficial, leva os surdos do Brasil, a escrever uma nova história, porém apesar dos avanços ainda há muitos fatores que levam muitos surdos  a serem excluídos socialmente, como  nas escolas, por não haver profissionais que o compreenda.
CONSIDERAÇOES FINAIS
As políticas de inclusão educacional de alunos co NEE divulgadas a partir dos anos 1990 em nosso país têm ampliado o número de matrícula desses alunos no ensino regular. No entanto, na mesma proporção, os professores têm reclamado seu sentimento de despreparo para atendê-los. Tendo em vista essa situação, constata-se a necessidade de providências por parte das instâncias formadoras para favorecer a preparação desses profissionais, além do preconceito ainda existente na escola. Esses obstáculos  humanos são mais difíceis de romper do que as adaptações físicas no ambiente.
A perspectiva que atribui à escola de surdos a função de preparar o aluno surdo  para um contexto educacional e social mais complexo tem feito parte dos discursos que circulam na esfera da educação de surdos.Todavia,  sem os apoios pedagógicos e tecnológicos necessários, os alunos surdos acabam excluídos da plena comunicação e da real participação.
Para os profissionais da  educação  aprender libras deve-se, portanto, passar por um processo de aprendizagem de uma nova língua, tal qual fazemos quando nos propomos a aprender francês, inglês ou outra língua que seja importante para seu currículo profissional.
A educação da criança surda é um direito, faz parte da sua condição como ser humano e o dever de educar é uma exigência do adulto, do pai e do educador.
Apesar de todos os avanços mencionados nesse trabalho, sabe-se que muitos problemas são enfrentados na implementação de uma  proposta inclusiva.        Por isso é relevante que o ensino de LIBRAS, seja incluído nas séries inicias do ensino fundamental, pra que o surdo possa adquirir uma língua e posteriormente receber informações escolares em língua de sinais na escola.
O atendimento às suas características particulares e especificidades dos alunos surdos  implica formação, cuidados individualizados e revisões curriculares que não ocorrem apenas pelo empenho do professor, mas que dependem de um trabalho de discussão e formação que envolve custos e que tem sido muito pouco realizado. 
 No que tange aos direitos linguísticos dos surdos e ao acesso a uma educação compatível com suas peculiaridades. Os estabelecimentos de ensino precisam proporcionar recursos linguísticos para que o surdo possa desenvolver de forma autônoma, preparando-o para enfrentar desafios, não o vendo sob o ângulo da surdez mas da diferença.
Já esta evidentemente comprovado que a criança surda, quando aprende através da língua de sinais tem um maior desenvolvimento intelectual do que quando aprende sem o uso da mesma. Entretanto o que acontece no contexto escolar è que o aluno surdo, sobre tudo na escolarização inicial, não domina a língua de sinais.

Referências Bibliográficas
A mediação material e sígnica no processo de integração de crianças surdas. In: SKLIAR, Carlos. (org.). Educação & exclusão: Abordagens Sócio-antropológicas em educação especial. Porto Alegre, Mediação, 1997
BRASIL. Constituição 1988. Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília: Senado Federal, 1988.
______. Decreto nº 5626 de 22 de dezembro de 2005. Brasília: Presidência da
República, 2005.
DECLARAÇÃO da Guatemala. Convenção interamericana para a eliminação de Todas  as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência. Guatemala, 1999.
DECLARAÇÃO de Salamanca. Sobre os princípios, políticas e práticas na área das
necessidades educativas especiais. Espanha: Salamanca, 1994.
______. Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional. LDBEN, nº 9.394. Brasília:
Câmara Federal, 1996.
GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva
sóciointeracionista. São Paulo: Plexus, 2003.
MASETTO, Marcos Tarciso. Competência pedagógica do professor universitário.
São Paulo: Summus, 2003.
QUADROS, Ronice Müller de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1997.
QUADROS, Ronice Müller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de sinais
brasileira: estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2009.
SKLIAR, Carlos (org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
SCLIAR-CABRAL, Leonor. Semelhanças e diferenças entre a aquisição das primeiras línguas e a aquisição sistemática de segundas línguas. In:Tópicos de linguística Aplicada: O ensino de línguas estrangeiras. H. Bohn & P. Vandresen (Org.) Florianópolis: Editora UFSC. Série Didática. 1988.
SASSAKI, Romeu K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA Editora, 1999
VIGOTSKI, L.S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2001. [ Links ] 




sexta-feira, 12 de julho de 2013

TDAH - Reflexão

TDAH DIFERENTE? Nao! Inteligente ? SIM

O indivíduo que tem TDAH, é inteligente, criativo e intuitivo mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno que tem 3 características principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ou energia nervosa).

Tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro, sem que sua cabeça “voe” para bem longe perdida num turbilhão de pensamentos. Comete erros por
falta de atenção a detalhes, faz várias coisas simultaneamente, ficando com vários projetos, tarefas por terminar e a cabeça remoendo todos os "tenho que". Quando motivado e/ou desafiado, tem uma hiperconcentração.

É desorganizado tanto internamente (mil pensamentos e idéias ao mesmo tempo), como externamente: mesa, gavetas, papéis, prazos, horários...

A impulsividade domina seu comportamento. Pode falar, comer, comprar, trabalhar, ficar em salas de bate papo da Internet, beber, jogar... compulsivamente. Fala e/ou faz o que lhe vem na cabeça sem pensar se é adequado ou não, podendo causar muitos estragos. Costuma ser impaciente, irritadiço, "pavio curto" e com alterações de humor.

Muda com facilidade de metas, planos... é comum ter mais de um casamento ou relacionamento estável.

O TDAH é um transtorno neurobiológico crônico, na sua grande maioria de origem genética.

Apesar do TDAH atingir até 6% da população, é até hoje muito desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que tratam apenas das suas conseqüências.

A falta do diagnóstico e tratamento correto geram grandes prejuízos na vida profissional, social, pessoal e afetiva do indivíduo sem que ele saiba o porquê. Sem tratamento, outros distúrbios vão se associando (comorbidades), a auto-estima fica cada vez mais comprometida, e a pessoa vai se isolando do mundo, sentindo-se muitas vezes um "estranho fora do ninho".

Fonte de pesquisas
http://www.universotdah.com.br/ 


O que se oferta às crianças...
Cecília Meirelles
Quem se habilita a ofertar à criança uma página, um verso, um dizer – que o faça com a unção de quem deposita flores ao altar de uma alma...
Quem se atreve a modelar os sonhos das novas gerações e projetar imagens que criarão atos e impulsos, pensamentos e outras criações, que o faça com a responsabilidade absoluta da Beleza e do Bem...
Nada de oferecer um restolho de inspiração, o que sobrou nas prateleiras de idéias rejeitadas para o mundo dos adultos e que sob uma embalagem graciosa se dê empacotado para a pequena alma infantil – que pode encerrar uma grandeza oculta aos olhos da carne!
É preciso doar à criança o que de melhor nos escorrer do espírito, em estado de graça e simplicidade! Algo que possa servir para a vida toda e até mais além, eternidade afora...
A facilidade fútil com que os adultos costumam, sobretudo nesses tempos banais, confeccionar historietas e livretos, poeminhas e toda a multiplicidade de imagens televisivas, é um desrespeito à inteligência que torna ao mundo, na expectativa de arrojados progressos espirituais!
Quanto cuidado é preciso para se extrair algo do escrínio da inspiração, que seja digno da pureza infantil e ao mesmo tempo substancial para o Espírito eterno, que habita o corpinho tenro!
Comovo-me ao contemplar esses olhinhos espremidos de curiosidade e atenção, sequiosos de uma semeadura que povoe a mente de ideais promissores, de inspirações grandiosas... e quão criminosos não seremos se, ao invés do pão espiritual, apenas lhes lançarmos açucaradas guloseimas ou, ainda pior, o veneno disfarçado em prato apetitoso aos olhos ingênuos!
A palavra semeada numa alma de criança pode frutificar amanhãs radiosos, mas também pode se tornar um espinho indesejável, de que muitas vezes ela não conseguirá se livrar. Nunca serão excessivos os cuidados que tomarmos com o alimento de arte que possamos lhes oferecer.
Quando escritores se debruçarem sobre a página em branco, para respingar idéias e metáforas para as crianças, que se elevem para o infinito, pois é de infinito que devemos fecundar o futuro. Quando pais e mestres buscarem as páginas já escritas, que escolham as que mais possam refletir idéias transcendentais e não as que se arrastam na miséria apenas do cotidiano.
Não digo, com isso, que a literatura infantil deve ser preenchida de metafísica pedante e indigesta. Ao invés, é na simplicidade que moram as grandes idéias do Bem e do Amor e é na vida transpassada para a beleza das palavras que habitam os exemplos dignos de serem conhecidos e as aventuras mais excitantes da evolução espiritual.
Que se transportem as jornadas interessantes a terras longínquas ou a outros planetas em metáforas da grande aventura que é o progresso do Espírito em direção à luz das estrelas! Que se saiba traduzir o Bem e a Verdade sem o moralismo maçante das igrejas, mas com a poesia que o universo mesmo oferece aos olhos atentos e sensíveis do verdadeiro artesão das palavras!
Há tantas fontes de inspiração inexploradas, há tantas belas palavras ainda não suficientemente bem arranjadas para carregarem no bojo mensagens eternas, que quase me sinto tentada a repetir meu ofício na próxima vida terrestre, e quiçá alcançar maior elevação do que me foi dado realizar, para escrever novamente a esses seres que adoro. Esses seres que, enquanto crianças, manifestam o que de melhor há na humanidade para ser amado.
Enquanto isso, vou inspirando aqui e ali, anônima ou explicitamente, aqueles que se afinam com esses propósitos, mas esperando sempre que os adultos finalmente se convençam dos cuidados extremos que devem tomar no cultivo da alma infantil.
Mensagem psicografada pela médium Dora Incontri/ 31/7/92


quinta-feira, 27 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO


O JOGO PEGA VARETAS

“ A educação da criança sempre começa no momento em que ela nasce, quer os pais tenham ou não consciência disso. Na criança que nasce ou se desenvolve com deficiência, é crucial que os pais e o familiares estejam cientes de seu papel de educadores, como também é fundamental que a criança frequente a escola infantil desde cedo”. ( COOL, MARCHESI, PALACIOS & COLS, 2004, p. 212)

A ludicidade  se processa em torno do grupo como, das necessidades individuais, recrear é educar, pois permite criar a satisfazer o espírito estático do ser humano, oferece ricas possibilidades culturais (BRANDÃO, 2004).
Portanto, o lúdico é qualquer atividade que nos dá prazer ao executá-la. Através da ludicidade a criança aprende a conviver, a ganhar e perder, a esperar sua vez, lidar com as frustrações, conhecer e explorar o mundo.

Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que   proporcionam a aprendizagem  através de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete,  analisa e interage com seus colegas e com o professor.
O aluno com NEE (Necessidades Educativas Especiais ) apresenta  dificuldades  em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas práticas para que  esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para facilitar a construção do conhecimento.

PIAGET (1975), afirma que os jogos não são apenas uma forma de entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que contribuem para o seu desenvolvimento intelectual.
Os jogos e brincadeiras são instrumentos metodológicos através dos quais  os educadores de crianças com necessidades educativas especiais podem estimular o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, moral, lingüístico e físico-motor; como também propiciar aprendizagem  curriculares específicas.

De acordo com Vygotsky(1998), a arte de brincar pode ajudar a criança com  necessidades educativas especiais a desenvolver-se, a comunicar-se com os que a cercam e consigo mesma.
Através dos jogos e brincadeiras a criança com deficiência intelectual pode desenvolver a imaginação, a confiança, a auto-estima, o auto-controle  a cooperação , o desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade.


Para Vygotsky, a situação imaginária criada pela criança é que define o brincar,e assim, devemos considerar que o brincar preenche necessidades que variam conforme a idade e que as brincadeiras por meio de jogos estimulam a curiosidade e a auto-confiança, proporciona o desenvolvimento do pensamento, da concentração, da atenção e da linguagem.


                                                        ORIGEM DO JOGO DE VARETAS

Este é mais um jogo, daqueles que conhecemos quando crianças, e acabamos por não indagar a sua origem, tal é a familiaridade que temos com ele.
Pois bem, é  um jogo antigo é muito divertido e já viajou ao redor do mundo, mostrando que independente da nação, idade ou diferenças, todos podem jogar este jogo, principalmente quem deseja aumentar suas habilidades estratégicas de destreza e de equilíbrio, além disso, os jogadores podem aprender a jogar Vareta rapidamente e assim disputar com os amigos e família utilizando uma forma mais divertida de se socializar.

Sua origem é meio incerta, sendo a mais aceita a probabilidade de que ele é  originário do oriente.  Há registro da sua utilização o antigo Império Chinês e na Índia. Manuscritos oficializam esta hipótese. Ainda podemos citar registros deste brinquedo,  em cartas de navegantes europeus advindos do Oriente. 

As regras,apresentam característica de  atividades orientais pois o jogo exige do jogador, muita destreza, paciência, calma, tranqüilidade e habilidade, além de movimentos tranquilos e lentos.
Independentemente de sua origem, suas regras são mais ou menos as mesmas: as varetas são lançadas sobre uma superfície plana. O jogador deve então tentar retirar as varetas, uma a uma, sem mover as demais. Caso a vareta mexer, deverá ceder a vez ao adversário. Vence aquele que conseguir o maior número de varetas, ou caso tenha elas valores atribuídos em função de sua cor, aquele que conseguir maior número de pontos.
Curiosidade: Era o jogo favorito do Rei francês Luís XIII.
O jogo atualmente é fabricado pela ESTRELA, lançado em agosto de 1961.

O PEGA-VARETÃO
De forma aleatória as varetas devem ser misturadas, e segurando uma das pontas de todo o maço de varetas o jogador deve deixá-las cair em uma superfície plana, pode ser no chão ou numa mesa, por exemplo, e da forma que as varetas caírem devem ser retiradas uma a uma sem tocar nas outras varetas, com as mãos ou com a própria vareta,
Números de jogadores: 2 ou 4 jogadores.

O Pega-varetas  é um jogo  simples com regras fácil de assimilar e tem contribuído de forma positiva no processo de apreensão dos conteúdos escolares, uma vez que jogar exige serenidade,atenção e habilidade manual.
                                        REGRAS DO JOGO:
                       
§  No início do jogo, as varetas são juntadas em um feixe e jogadas sobre a mesa;      
§  Os participantes decidem quem iniciará o jogo;
§  Cada jogador tentará, na sua vez de jogar, retirar uma vareta de cada vez sem mexer nas demais;
§  O jogador que mexer nas demais varetas enquanto tenta pegar a sua, perde a vez;
§  O jogador que pegar a vareta preta poderá utilizá-la para retirar a vareta que deseja desde que não mexa nas demais;
§  Vence o jogo quem pegar o maior número de varetas.

A estratégia para ser bem sucedida neste jogo é sempre tentar pegar as varetas que estão por cima, soltas.
                                   HABILIDADES A DESENVOLVER COM O JOGO DE VARETAS

          *Desenvolver o espírito de competição, consciência de grupo, coleguismo e companheirismo.
                *Descobrir os diferentes *Desenvolver a coordenação motora.                       


*Desenvolver o raciocínio lógico.
*Construir gráficos simples  através  da  seleção das cores e da quantidade de cada participante.
 *Associar número à quantidade.
*Analisar, comparar, relacionar, classificar e ordenar as varetas por cores.
*Atribuir valores para cada cor das varetas.
                                                 *Conhecer a história do jogo.
                                                 *Propor situações problema a partir do jogo.

PONTUAÇÃO: amarela- 5 pontos; verde-10 pontos; azul-30 pontos;vermelha-50 pontos e a preta-100 pontos
*Depois de explicado e compreendido o jogo, organize a turma em grupos e inicie. Nesse momento, a preocupação dos alunos deverá ser em relação ao equilíbrio.

AVALIAÇÃO

                                   

Professor, a avaliação necessita permear todo o processo de aprendizagem do aluno com NEE, levando em consideração que cada um tem seu ritmo, tempo e estilo de aprender. Por isso, em cada atividade você deverá observar e registrar as possíveis dúvidas e dificuldades apresentadas pelos alunos.
*Uma das formas de registro que propus aos meus alunos na SRM  foi a construção de um gráfico com a quantidade de pontos que cada um fez em conformidade com as cores.
Outras formas de registros  foram propostas também , varia de acordo com a especificidade dos alunos com NEE. O essencial é estimular o  pensamento hipotético-dedutivo.


"A esperança de uma criança, ao caminhar para a escola é encontrar um amigo, um guia, um animador, um líder - alguém muito consciente e que se preocupe com ela e que a faça pensar, tomar consciência de si de do mundo e que seja capaz de dar-lhe as mãos para construir com ela uma nova história e uma sociedade melhor". (ALMEIDA,1987,p.195)

Trabalho que realizo rotineiramente com meus alunos com nee,  são atividades de rotina para facilitar a memorização dos mesmos.São várias as estratégias e metologias aplicadas no jogo de vareta.
Vale a pena planejar aulas com jogos em qualquer espaço escolar.
Elaine de Almeida Eleutério- 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

LIBRAS



Breve relato  sobre a Libras


A língua de sinais existe desde 4.000 a.C, desde os greco-romanos, considerados seres humanos competentes, passando pela idade média, 476 d.C e chegando a idade moderna. Em meados de 1453 em diante, foi iniciado na França um trabalho educacional com surdos, por Ponce de Leon, considerado o primeiro professor surdo da história.

Nossa sociedade é ainda dominada pelos ouvintes e falantes, contudo , há uma parcela da população que são surdas, os  quais  até algum tempo atrás não conseguiam compreender o outro em sua volta e nem ser compreendido.E, ainda  foram vítimas da  exclusão, pois não tinha uma língua própria, reconhecida  e que lhes possibilitasse sua inserção plena ao meio.
No Brasil, a educação das pessoas com surdez teve início em 1857, ao ser fundada a primeira escola especial no Rio de Janeiro por um professor surdo francês, Ernest Huet, com o apoio de D. Pedro II, e que hoje tem o nome de
Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

O reconhecimento da Libras como língua oficial, leva os surdos do Brasil, a escrever uma nova história, porém apesar dos avanços ainda há muitos fatores que levam muitos surdos  a serem excluídos socialmente, como nas escolas, por não haver profissionais que o compreenda.
OBJETIVOS 
A língua de sinais tem como objetivo promover a comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes. A  Libras, após anos de lutas, foi oficialmente reconhecida como segunda língua oficial do país, com a promulgação da Lei nº 10.436/02 e  do Decreto n° 5.626/05, que propõe alterações nos currículos dos cursos de licenciaturas e Fonoaudiologia, como isso  a pessoa surda passa a ganhar mais espaço na sociedade como cidadão. É necessário conhecer e analisar a legislação no que tange a formação em Libras e como se dá aplicação desta na  educação de surdos, como  é a realidade escolar de uma pessoa surda após tantas modificações benéficas na legislação. A partir da análise da legislação, da observação do trabalho de um educador com aluno surdo, nota-se que há um abismo entre a lei e a realidade, devido à falta de formação do professor em libras o processo de desenvolvimento dos alunos surdos em alguns casos é comprometido. Verificou-se, que apesar dos avanços em nossa legislação a realidade nas instituições de ensino com surdos permanece inalterada, gerando exclusão. É necessário compromisso com a formação de profissionais na área, para que assim o processo de inclusão de surdos seja pleno.


Libras não é linguagem de sinais, não é gesto, não é mímica, Libras é uma língua,

pois, possui todos os elementos linguísticos necessário para ser considerada língua,

ela é composta pelos níveis linguísticos: fonológico, morfológico, sintático e o

semântico, o que a difere das demais línguas é ser visual-espacial

Comunicar com uma pessoa surda, sem usar a linguagem de sinais pode parecer difícil no começo, mas é possível. Existem diferentes níveis de surdez, existem algumas pessoas que são parcialmente surdo e depois há aqueles que são completamente surdo.


COMO COMUNICAR-SE COM PESSOAS SURDAS
Ao encontrar um surdo , se você não sabe Língua de Sinais ,observe:
- Não precisa  gritar;
- Posicionar-se na frente da pessoa;
- Para chamar sua atenção abane as mão no campo visual do surdo e/ou toque a pessoa gentilmente;
- Feito o contato visual, olhos nos olhos, fale calmamente em tom de voz normal articulando bem as palavras sem exagerar;
- Utilize a comunicação visual, se você sabe, mesmo que poucos sinais, use-os! Não se envergonhe de apontar, desenhar, escrever ou dramatizar.
Como utilizar os serviços de interpretação em Língua de Sinais
- Olhe para a pessoa surda, use o discurso direto "tu, você". Não diga "pergunte a ele.... "diga a ela..."; o interprete de Língua de Sinais não é esperada a participação na conversa, ele esta ali para “emprestar” sua voz para os surdos e sua sinalização para os ouvintes , portanto evite dirigir-se ao interprete com comentários, pedidos de opinião ou sugestões. O interprete de Língua de Sinais é um intermediador, a conversa é com o surdo;
- Em nenhuma hipótese interfira no trabalho do interprete, por mais que você considere-se capaz em Língua de Sinais. A decisão de como interpretar , a velocidade, em que posição e em que momento cabe aos profissionais interpretes. As interferências interrompem o processo mental e físico do ato de interpretar, nem sempre são oportunas ocasionado a perda de informação.


É importante você saber também que nem todos os surdos fazem leitura labial assim como nem todos utilizam a língua de sinais para comunicação, cada um tem suas especificidades.







Elaine Eleutério - 30 de abril de 2013






domingo, 24 de março de 2013

Acessibilidade e Tecnologia Assistiva.

Diversidade não é  sinônimo de dificuldades, e sim de transformações qualitativas que busquem ações coletivas e  efetivas para uma inclusão mais autônoma e independente.

Tecnologia: Termo usado para atividades de domínio humano, embasada no conhecimento, manuseio de um processo e ou ferramentas e que tem a possibilidade de acrescentar mudanças aos meios por resultados adicionais a competência natural. Proporcionando desta forma, uma evolução na capacidade das atividades humanas, desde os primórdios do tempo, e historicamente relatadas como revoluções tecnológicas. Estraído de pt.wikipedia.org/wiki/TecnologiaAssistiva: Significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia", segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Extraído de http://www.cedionline.com.br/ta.html
O termo acessibilidade segundo dicionários tem sua raiz no Latim - accessibilitate, e trás por significado qualidade de ser acessível, facilidade na aproximação, no trato ou na obtenção. Esta ampla definição de acessibilidade refere-se a uma concepção das pessoas com necessidades especiais ou não, terem pleno direito de participação e igualdade na sociedade.
A
Tecnologia Assistiva está presente em situações onde haja necessidade de: comunicação alternativa e ampliada; adaptações de acesso ao computador; equipamentos de auxílio para visão e audição; controle do meio ambiente (adaptações como controles remotos para acender e apagar luzes, por exemplo); adaptação de jogos e brincadeiras; adaptações da postura sentada; mobilidade alternativa; além de próteses e a integração dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o local de trabalho.

É importante lembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe que prende o papel à mesa, para que não solte com os gestos involuntários do aluno, a criação de um mapa com os contornos em barbante, até a utilização de equipamentos como mouse e ponteiros ou um software leitor de tela para acesso ao computador.
Dessa forma, acessibilidade, ou seja, a quebra de barreiras para que eles possam viver plenamente seus direitos de liberdade, igualdade e independência. Estudar a acessibilidade para pessoas com necessidades especiais é entender um universo de valorização desta diversidade, é concretizar e abarcar a abrangência da palavra inclusão.
A facilidade, a rapidez e a supressão de barreiras geográficas tornam possível o acesso aos mais diversos canais potenciadores de conhecimento, mas também de convívio e de lazer. Para aqueles cuja autonomia é condicionada por inúmeras barreiras arquitectónicas, dificuldades em utilizar meios de transporte público ou privado e manifestas desvantagens no acesso à informação que os impedem de conhecer e viver a "normalidade", a utilização de um computador e o acesso à Internet podem significar uma liberdade até aí apenas sonhada.(GODINHO, 1999, Introdução)
GODINHO, F. (Coord.) Internet para Necessidades Especiais . Edição UTAD/GUIA, 1999. Disponível em: http://www.acessibilidade.net/web/ine/livro.html. Acesso em: 21 Jul. 2009.
A Tecnologia assistiva vêm sendo incorporadas em nossa cultura, caracterizando-se cada vez como ferramentas indispensáveis na inclusão e integração de pessoas com algum tipo de deficiência. A constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando se refere às pessoascom dificuldades na comunicação (oral e escrita), na funcionalidade e locomoção.
Essas tecnologias de apoio as pessoas deficientes podem ser denominadas “Tecnologias Assistivas”, “Tecnologia de Apoio” ou “Ajudas Técnicas”. A Tecnologia Assistiva é definida como “uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências” (Cook e Hussey, 1995). Portanto, é qualquer item, peça de equipamento ou sistema de produtos, quer adquirido comercialmente de um estoque de fabricação em série, quer modificado, ou feito sob medida, usado para aumentar, manter ou melhorar capacidades funcionais de indivíduos com incapacidades.
Para favorecer a qualidade de vida das pessoas deficientes, os recursos da tecnologia, muitas vezes são imprescindíveis, conforme afirma Radabaugh (2001: 13): “Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”.

Para algumas pessoas com PC(Paralisia Cerebral), grandes dificuldades físico-funcionais, a fala, o simples fato de apontar o dedo sobre um símbolo, para indicar uma mensagem, pode não ser possível ou prático. Por isso, todo esforço deve existir no sentido de possibilitar uma via de comunicação para o indivíduo expressar-se. A Tecnologia Assistiva é o canal que possibilita essas pessoas a se comunicar com o mundo ao seu redor. Existem recursos tecnológicos que possibilitam a acessibilidade, isto é, o acesso desse indivíduo à sociedade, podendo ser por meio da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), o computador, com softwares e hardwares acessíveis.
Estudos desenvolvidos no Brasil (Capovilla et al., 1997, 1998a, 1998b; Capovilla, 2005; Pelosi, 2000; Alves de Oliveira, 2004) enfocando o processo de avaliação e ensino com crianças com Paralisia Cerebral, são providos de estratégias e recursos da Tecnologia Assistiva associados à tecnologia de ensino, porém não há uma descrição de seu uso juntamente com o paradigma de equivalência de estímulos.
Ciências & Cognição 2008; Vol 13 (3): 243-262 <http://www.cienciasecognicao.org> © Ciências & Cognição Submetido em 29/07/2008 | Revisado em 04/12/2008 | Aceito em 08/12/2008 | ISSN 1806-5821 – Publicado on line em 10 de dezembro de 2008
Para proporcionar acessibilidade aos deficientes com dificuldades neuromotoras, os softwares necessitam ter possibilidades de acionamento não convencional no mouse tradicional, mas através de um sistema de escaneamento (varredura). Segundo Pelosi (2000) sistema de escaneamento ou sistema de varredura é um recurso utilizado em equipamentos, que sinaliza as opções na tela do equipamento com o auxílio de pontos luminosos (leds).
A varredura requer um controle mínimo de movimentos físicos. Dependendo da habilidade motora e cognitiva do indivíduo, o acesso por varredura lhe permite executar uma variedade de atividades no computador, que seriam impossíveis sem esta opção de acesso (Browning, 2006).

Segundo Pelosi (2000) e Alves de Oliveira (2004a) a varredura exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária consistente como o bater a mão, o pé, piscar os olhos, balançar a cabeça, soprar, emitir som ou qualquer outro movimento do corpo ou segmento corporal para que sinalize sua resposta. Essas respostas podem ser associadas com hardwares como acionadores indiretos, que substituem o clique do mouse, por meio desses movimentos. Esses acionadores são ligados a um mouse adaptado (figura 1) para receber esses dispositivos.
Acionadores são chaves colocadas em qualquer parte do corpo, onde o usuário possui algum controle ativo de movimento, ele pode ser ativado com pressão (tocar a mão, o pé, a cabeça), tração (puxar o braço), sopro, piscar, e podem ser selecionados e posicionados conforme as habilidades específicas de movimento da criança com PC. O indivíduo precisa aprender a ativar, manter e soltar voluntariamente o acionador. Esses acionadores podem ser confeccionados artesanalmente (figuras 2 e 3), com materiais simples identificados no cotidiano, necessitando apenas estar adequado às características e necessidades funcionais dos indivíduos que deles necessitam. Neste artigo são mostrados os acionadores artesanais, desenvolvidos no Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade – NEDETA1, com a proposta da substituição da tecnologia importada por tecnologia nacional, inovadora e de baixo custo, possibilitando a acessibilidade financeira dos usuários.

Minhas considerações complementares:

A tecnologia assistiva é um recurso utilizado para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária  e pretendida por uma pessoa com deficiência em qualquer situação de aprendizagem no contexto escolar e fora do espaço de sala de aula. As tecnologias assistivas  impulsionam as práticas pedagógicas porque propicia tanto ao aluno como ao professor mais autonomia na resolução de problemas funcionais enfrentados pelos alunos com NEE. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.
Sendo assim, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns.

Em se tratando de acessibilidade , no meu ambiente de trabalho muito ainda precisa ser feito para eliminar as barreiras arquitetônicas que existem para que os alunos com NEE (cadeirantes e outros) possam transitar melhor na escola. A observância desses detalhes é relevante  para perceber  o que está feito em termos de acessibilidade e o que pode ser feito ainda.
Percebo nas leituras que faço e nos cursos de capacitação também  que já temos muita coisa pronta - leis, normas, projetos, mas que não funciona muito bem, ainda está no nível do papel. Faltam mudanças - de hábitos, de paradigmas.
Ponto de partida para ser um bom especialista  da  educação inclusiva no ensino regular: Sensibilidade, educar o olhar,estudar muito,ser empático (fundamental) , mudar hábitos, são as atitudes necessárias. Enfim todos sairão ganhando e ficarão felizes, com certeza.
Os alunos com NEE  agradecem e aplaudem, alguns com um olhar significativo, outros com um sorriso, outros com um abraço, alguns com um  aperto de mão. Ah! São  tantas as manifestações de carinho e gratidão que seria uma folha inteira ou mais para relatar o que eles sentem por nós.  Elaine Eleutério /2013
Para saber mais (links para arquivos em formato PDF - requerem leitor tipo Adobe Reader):
Textos sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
·         Atendimento Educacional Especializado e Laboratórios de Aprendizagem: O Que São e a Quem se Destinam (80kB)Livros sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. O Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Os alunos com deficiência visual, baixa visão e cegueira
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Surdocegueira e Deficiência Múltipla
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Orientação e mobilidade, adequação postural e acessibilidade espacial
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Livro Acessível e Informática Acessível
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Transtornos Globais do Desenvolvimento
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Altas Habilidades/Superdotação
·         AEE - Pessoa com Surdez
·         AEE - Deficiência Física
·         AEE - Deficiência Mental
·         AEE - Deficiência Visual
·         Manual de Acessibilidade
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos Pedagógicos Adaptados
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos para Comunicação Alternativa