domingo, 23 de setembro de 2012



Foto de uma apresentação de um seminário sobre o PDI
22/09/2012

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL: um olhar diferente na AVALIAÇÃO DO ALUNO COM NEE

Nem especial, nem regular, nem pra "normais", nem pra "deficientes"...apenas educação,  porque chegará o dia que educação será uma coisa só.  Autor desconhecido


No meu entendimento estamos vivendo a era da Inclusão  escolar , ou seja, o cerne da educação inclusiva no Brasil .  Muitas conquistas já foram efetivadas e  com muitas ainda a conquistar. Mas para fazer prevalecer a lei e concretizar as ações previstas nas leis vigentes é preciso que  os sistemas educacionais e as escolas  se organizem melhor  para acolher a diversidade do novo alunado                          que adentra na escola.E necessário uma redimensionamento quanto à  forma de organização e   funcionamento, para poder atender plenamente a todos os alunos com equidade.

As mudanças se firmaram mais em 1994, quando o  Brasil participou  da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, realizada em Salamanca, na Espanha, assume o compromisso de que, até o ano de 2015, garantirá o acesso de todas as crianças ao ensino fundamental, de forma gratuita e obrigatória. O governo compromete-se a transformar a educação brasileira em um sistema inclusivo, o que significa, em termos curriculares, que as escolas públicas devem ser planejadas, e os programas de ensino organizados, considerando as diferentes características e necessidades de aprendizagem do alunado.

Com  base  nas leis as crianças com deficiência passam a ter a garantia de
uma  pedagogia diferenciada, capaz de identificar e satisfazer as suas necessidades, proporcionando-lhes condições de desenvolvimento e aprendizagem como todos os outros alunos.

Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)  reafirmar e fortalece o processo da educação inclusiva no Brasil. Esse  documento prevê que as crianças com necessidades educacionais especiais também tenham  o direito de receberem educação na rede regular de ensino, ou seja, é garantida a matrícula em escolas e classes comuns,independentemente de suas diferentes condições físicas, motoras, intelectuais, sensoriais ou comportamentais.
Os sistemas educacionais passam, assim, a enfrentar o desafio de construir uma pedagogia centrada no aluno, capaz de educar a todos. Hoje, não é o aluno com NEE que precisa se adequar aos sistemas de ensino, muito pelo contrário é a  escola que é obrigada a fazer adequações necessárias  para atender o aluno com NEE quanto à acessibilidade , adaptações curriculares e outras necessidades que ele precisa.

O papel do professor, numa escola que se pauta nos princípios de uma
Educação  Inclusiva, é de facilitador no processo de busca de conhecimento que parte do aluno. O professor é quem organiza situações de aprendizagem adequadas às diferentes condições e competências, oferecendo oportunidade de desenvolvimento pleno para todos os alunos.

Desse modo, torna-se fundamental conceber o funcionamento e a organização da escola, bem como o ensino e a aprendizagem, sob novas bases epistemológicas. A escola constitui-se no lugar do “aprender” entendendo-se aqui a aprendizagem como processo de apropriação do conhecimento pelo aluno.
                            Plano de Desenvolvimento Individual (PDI)

O Atendimento Educacional Especializado oferecido pela sala de recursos
multifuncionais  (tipo 1 e tipo 2) tem a incumbência de atender às necessidades educacionais especiais de cada aluno com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento, proporcionando-lhe o acesso aos conteúdos curriculares desenvolvidos nas classes regulares. Nesse sentido, a ação pedagógica do professor da sala de recursos multifuncionais deve ser detalhadamente planejada de forma a suprir as necessidades educacionais de cada aluno, criando condições que proporcionam e favorecem a sua aprendizagem, superando as barreiras antes existentes.

Na escola denomina da inclusiva, o atendimento educacional realizado pelo
professor especializado na sala de recursos multifuncionais constitui-se em um
suporte fundamental para garantir a participação e aprendizagem do aluno com
deficiência ou transtornos globais do desenvolvimento, na classe comum.
Sua ação será delineada pelo Plano de Desenvolvimento Individual


Num sistema educacional denominado inclusivo, a avaliação não serve
apenas para mensurar o que o aluno não sabe, como ocorre na escola tradicional. Constitui-se em um instrumento que permite ao gestor e ao professor identificar a situação da escola, da sala de aula e dos alunos em relação às condições favorecedoras e às barreiras de aprendizagem existentes.
 Afinal, a escola deve ser entendida como o lugar do aprender; para tanto, deve se adequar, se preparar para responder aos interesses e necessidades do seu alunado.
A escola é o palco Ideal para o encontro das diferenças.

A dinâmica lógica do PDI implica:

¢  Exercício contínuo do planejamento pedagógico, em conformidade com a Proposta Pedagógica da escola e as matrizes Curriculares de Ensino;
¢  A mediação do professor;
¢  Conhecimento e aplicação das estratégias de aprendizagem e de ensino;
¢  Orientações pedagógicas norteadoras pelas intenções educativas presentes nas Matrizes Curriculares de Ensino; (PCNs, CBCs e Propostas Curriculares do CA e CC , de todas as disciplinas) .


AS habilidades necessárias ao processo avaliativo do aluno com NEE, são:
Cognitivas e/ou metacognitivas; Motoras e psicomotoras; Interpessoais  e/ou afetivos;
Comunicacionais; Língua portuguesa; Matemática; Língua portuguesa; História;
Geografia; Ciências.

O QUE NÃO DEVEMOS FAZER AO ELABORAR O PDI?
          Listar apenas algumas habilidades aleatoriamente sem uma conexão;
           Enfatizar apenas as habilidades que o aluno ainda não adquiriu, aparentando muitas vezes, que o “problema” é irreversível.
EX. “o aluno não conhece”, “não sabe”, “não realiza”, etc...
SUGESTÃO:  Substituir por “ainda não conhece” ou “precisa desenvolver” ou “será necessário trabalhar”...

O QUE PRECISAMOS SABER?

          Que habilidades e conhecimentos foram trabalhados com o aluno?
          Quais os avanços que o mesmo vem demonstrando nestas áreas?
          Apresenta alguma área a ser melhor desenvolvida?
          Que sugestões você oferece neste sentido?
           Atividade? Jogos? Leituras? Que trabalhos você vem realizando junto aos alunos?
           Como o aluno se refere ao seu desenvolvimento neste período?
      .     Escrever as intervenções pedagógicas, ou seja, as ações que foram propostas para ajudar o aluno a sanar a dificuldade ou minizá-la.

                              O QUE É NECESSÁRIO ANALISAR:
A)  o Processo de ensino aprendizagem
B) O que se ensina e o que o aluno precisa aprender a aprender,
a fazer,a ser e a conviver.  Delors (1999),

APRENDER COM SENTIDO É UM PROCESSO ONDE O ALUNO CONSTRÓI SIGNIFICADOS
Elaine de Almeida Eleutério – professora do AEE / Especialista em Educação Inclusiva.
                                 
Referência Bibliográfica

BRASIL. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para
satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. UNESCO, Jomtiem/Tailândia,
1990.
BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas
especiais. Brasília: UNESCO, 1994.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
LDB 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
introdução aos parâmetros/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:
MEC/SEF, 1997.

MANTOAN, M.T.E. (Org.). O desafio das diferenças nas escolas. Petrópolis, Rio de
Janeiro: Vozes, 2008.

II Seminário Educacional de Saberes Múltiplos Práticas Inovadoras

                                         PDI ( Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno)
                                                 Dias 21 e 22 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seminário da SRE - Coronel Fabriciano - PDI

Foto  - Professora do  AEE   -  Elaine          

PDI  -     Plano de Desenvolvimento Individual do aluno - Nova forma de avaliação segundo as especificidades de cada educando.

Inserida no Projeto Pedagógico da escola, é uma estratégia institucional de combate a discriminação e a exclusão educacional fundamentado nos princípios da dignidade humana, da igualdade de oportunidade educacional no exercício da cidadania e na garantia dos direitos, faz-se presente no processo educacional, onde, quando e como se fizer necessário.  Parecer nº 424/03


A proposta da elaboração do PDI,  apresenta o percurso avaliatório de  forma processual e descritiva,o  que constitui um aporte instrumental importante para a regulação da aprendizagem dos alunos, por eles mesmos, bem como para a avaliação da intervenção pedagógica em seus múltiplos aspectos.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ser diferente é normal


Existem ainda muitas pedras no meio do caminho para se  concluir a inclusão nas escolas, e neste caso podemos lembrar uma frase de Fernando Pessoa:
"Pedras no caminho... guardo todas... Um dia vou construir um castelo"
Quantas vezes ao observarmos uma família ou uma professora em contato com um indivíduo com deficiências cognitivas, ouvimos a célebre frase: "Não sei por que ensinar, pois ele não aprende nada". Nós, que raciocinamos no paradigma espírita das múltiplas existências, não podemos nos deixar levar por essa idéia. O fato é que aquele espírito nem sempre foi assim e nem sempre será e se ele reencarnou com essas dificuldades é devido a uma necessidade de superação que ele tem para essa existência, ainda que seja curta. Como negar a ferramenta que é o espiritismo para o progresso e compreensão da vida para esse espírito. A compreensão destas verdades poderá aliviar a sua revolta ou mesmo fazer de suas reflexões, em espírito, salutares para as próximas encarnações. Como privar este indivíduo do convívio social, única forma de crescimento apresentada pelos espíritos quando rechaçam o isolamento em O Livro dos Espíritos1. Como privar os outros da convivência com alguém só por que este outro é um pouco diferente. Se não convivermos nos ambientes comuns, como esperar que sejam rompidos esses muros de separação entre os indivíduos com alguma deficiência, que vem de séculos. Colecionamos vários casos na literatura pedagógica5 de pais que exigiram a saída do aluno com necessidades especiais da escola regular por medo e incompreensão. Apesar deste convívio ser amparado por lei, a questão transcende, pois nenhuma lei irá convencer as pessoas desse entendimento.Marcus Vinicius de Azevedo Braga

Para o Espiritismo Crianças especiais são Espíritos encarnados em situação de prova ou  expiação, conforme nos ensina O Livrodos Espíritos , pergs. 367-378, ou em missão, como podemos ver em O Evangelho segundo o Espiritismo , cap.VII, Instrução dos Espíritos, item 13.Elas precisam reencarnar e conviver em sociedade para completarem suas habilidades conosco. O Livro dosEspíritos , perg. 768



Quando todos os homens compreenderem o Espiritismo, compreenderão também a verdadeira  solidariedade e, conseguintemente,a verdadeira fraternidade.´(Allan Kardec -Obras Póstumas)Elaine
 

domingo, 12 de agosto de 2012

Síndrome de West

                                                       Histórico

Em 1841, West em uma carta dramática ao editor do " The Lancet" , apresentou o problema de seu filho com espasmos em flexão que se repetiam diariamente em ataques de 10 a 20 contrações que levaram a criança a um retardo mental, apesar de todos os tratamentos usados e possíveis para aquela época.
Esta síndrome neurológica foi descrita pela primeira vez em 1949 por Vasquez y Turner para sociedade Argentina de Pediatria, com dez casos de uma "nova síndrome" que apresentavam crises nos lactantes, com alterações específicas no traçado eletroencefalográfico (EEG), estando associadas à deterioração mental, as quais propuseram chamar Epilepsia em Flexão.
Em 1952, os autores Gibbs e Gibbs criaram o termo Hipsarritmia (hypos= altura e rhytmos= ritmo) para o registro EEG destes pacientes, o que passou a caracterizar a maioria das descrições desta síndrome. Portanto, trata-se de uma entidade eletroclínica caracterizada por espasmos quase sempre em flexão e por um traçado EEG típico denominado hipsarritmia ou disritmia maior lenta. As crises clínicas têm recebido outras denominações: espasmos saudatórios , espasmo infantil, massive jerks, Blitz und NichtKrampf, tic de salaam e pequeno mal propulsivo.

Causas

A Síndrome de West pode ser dividida em dois grupos, com relação à causa: o criptogênio (quando a causa é desconhecida), onde o lactente é normal até os inícios dos espasmos, sem qualquer lesão cerebral detectável; e o grupo sintomático (de causa conhecida), onde há prévio desenvolvimento neuropsicomotor anormal, alterações ao exame neurológico e/ou lesões cerebrais identificadas por exames de imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética, etc). Em 1991, foi proposta a hipótese da existência de uma forma idiopática, com evolução benigna no tratamento em curto prazo.
Em aproximadamente 80% dos casos a síndrome de West é secundária, o que vale dizer que depende de uma lesão cerebral orgânica. Em muitos casos é possível determinar a etiologia da síndrome: encefalites a vírus, anoxia neonatal, traumatismo de parto, toxoplasmose, Síndrome de Aicardi, Esclerose Tuberosa de Bourneville. Na presença da Síndrome de West, uma exaustiva investigação deve ser feita: TC ou RNM, teste de testagem de erros inatos do metabolismo. Outro tipo de crises, além dos espasmos, pode estar também associado.

 Incidência

Inicia-se quase sempre no primeiro ano de vida , principalmente entre os 4 e 7 meses de idade. O sexo masculino é o mais afetado, na proporção de 2 para 1[1] .

 Aspectos eletroencefalográficos

As características principais e um registro de EEG com hipsarritmia são:
  • Desorganização marcante e constante da atividade basal;
  • Elevada amplitude dos potenciais;
  • Ondas lentas delta de voltagem muito elevada ("ondas em montanhas");
  • Períodos (salvas), habitualmente breves, de poliondas e polipontas onda;
  • Período de atenuação da voltagem que, em alguns casos, parece chegar a silêncio elétrico.
O eletroencefalograma, ao lado do quadro clínico, é fundamental para diagnóstico, recebendo traçado anormal o nome hipsarritmia. O EEG se caracteriza pelo seu aspecto anárquico, com ondas de grande amplitude, lentas e pontas-ondas lentas. Não há ritmo de base organizada.

Quadro clínico

A síndrome de West consiste numa tríade de sinais clínicos e eletroencefalográficos atraso do desenvolvimento, espasmos infantis e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de espasmos com seguintes características flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão da pernas (espasmos mioclônico maciço) é comum a emissão de um grito por ocasião do espasmo.
Cada crise dura em média alguns segundos . As vezes as crises são representadas apenas por extensão da cabeça (tique de salaam ou "espasmo saudatório"). As crises são frequentes particularmente durante a vigília, podendo chegar até a centena ou mais por dia.
As contrações são breves, maciças, simétricas, levando-se os membros superiores para frente e para fora e flexionando os músculos o abdômen. São crianças hipotônicas. Em princípio, o diagnóstico não é fácil, sendo os espasmos confundidos com cólicas ou com reflexo de Moro. Outra manifestação importante é o retardo mental que, em boa parcela dos casos, pode ser evitado pelo tratamento precoce do quadro. Diz-se que as alterações e características clínicas e evolutivas desta síndrome dependem das condições prévias do SNC do lactante antes dos surgimentos das crises. Com a maturação da criança , em geral as crises diminuem e desaparecem por volta do quarto ou quinto ano de vida.

Evolução, complicação e prognóstico

Quase sempre é uma perda de cunho neuropsíquico para criança afetada, esta perda está na dependência da precocidade de diagnóstico e da intervenção aplicada. A hipsarritmia pode desaparecer ou se transformar no decorrer do tempo. A criança apresenta sérias complicações respiratórias, devido aos frequentes espasmos, deformidades , principalmente de membros superiores e membros inferiores. Pode ocorrer subluxação do quadril.
Há possibilidade de remissão total de espasmos infantis considerados criptogéticos, mas não há confirmação científica de remissão definitiva para os casos mais graves associados a outras condições ou patologias neurológicas.
Crianças apresentam sinais e sintomas de dano cerebral podem vir a apresentar um quadro de déficit intelectual a posterior, elas devem ser precocemente estimuladas para diminuir a seu grau de compartimento intelectual e psíquico.
Têm sido assinalados os casos em que o desenvolvimento é normal. Vários autores têm discutido uma associação entre a hipsarritmia e psicose ou entre hipsarritmia e autismo. A deteriorização do desenvolvimento neuropsicomotor está presente em 95 % dos casos. O melhor prognóstico ocorre nos 5% dos casos que permanecem com desenvolvimento mental.
O prognóstico, mesmo nos casos tratados precocemente, permanece reservado, observando-se em 90% dos casos a presença de deficiência mental. Distúrbios psiquiátricos são frequentes. Outras síndromes epiléticas podem surgir, sendo que 50-60% dos casos evoluem para síndrome Lennox-Gastaut, epilepsia multifocal ou epilepsia parcial secundariamente generalizada.

Tratamento

Tratamento clínico

Há uma grande melhora dos espasmos infantis com uso intensivo do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico ) em suas apresentações injetáveis como: ACTHAR (Corticotrophin) da Rhône Poulenc Rorer Pharmaceutical inc ou a sua forma de H.P.ACTHAR Gel (Repository Corticotrophin injection).
Dizemos que este tratamento pode ser heroico e interromper o quadro convulsivo, porém só deve ser utilizado sob rigoroso controle médico e monitoramento cardiopediátrico, já que os corticoides não agem apenas no SNC, mas todo o organismo da criança, inclusive em seu sistema imunológico. Segundo os autores Zajerman e Medina somente se utiliza esta medicação em casos de Síndrome de West considerados criptogênicos, e não em espasmos infantis resultantes de lesões cerebrais, por exemplo.
Há casos em que a resposta terapêutica pode aparecer em até 48 ou 72 horas após aplicação de uma primeira dose do ACTH, podendo haver uma possibilidade de recidiva de crises nos casos considerados mais graves na dependência da precocidade do diagnóstico e da extensão e gravidade da lesão cerebral associada.
Outros anticonvulsivantes têm sido utilizados, isoladamente ou em combinação nos casos de espasmo infantis, como o Clonazepam, a lamotrigina, o Ácido Valpróico, o Fenobarbital e o Vigabatrin.

Tratamento fisioterapêutico

O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo principal tratar as sequelas ou tentar diminuí-las o máximo possível. Como as complicações respiratórias existentes, deve-se fazer fisioterapia respiratória.
Outro objetivo é tentar-se evitar as deformidades que surgem ou amenizá-las, fazendo-se mobilização passiva e alongamentos. Devido a hipotonia é preciso que se fortaleça os músculos responsáveis pela respiração.
Objetivos:
  • Equilíbrio da cabeça
  • Equilíbrio do tronco
Seguir as etapas de maturação de acordo com cada criança.
Em todo paciente com Síndrome de West precisa-se trabalhar primeiramente extensão de cabeça e de tronco, para que depois, então a criança seja estimulada a começar a rolar, arrastar, engatinhar, sentar, .. .Não podemos querer que ela engatinhe, sem que ela consiga fazer extensão cervical. O tratamento deve ser feito seguindo as etapas de evolução, de maturação da criança.
Os exercícios fisioterápicos devem obedecer as escalas de maturação. Tendo isso em mente, o fisioterapeuta pode inovar e criar novas maneiras de serem realizados de duas formas: Utilizando a bola coloca-se a criança em DV apoiado com cotovelo em cima da bola, e chama-se a atenção da mesma com um objeto a sua frente.
Deitado no chão, também com um brinquedo à frente.
É importante saber que o tratamento da síndrome de West é igual ao tratamento proposto a criança portadora de paralisia cerebral.
Hidroterapia
Durante a terapia em piscina, o calor da água ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo que o alívio seja temporário. Entretanto, a medida que a espasticidade diminui, movimentos passivos podem ser administrados em maior amplitude com menor desconforto para o paciente. Deste modo a amplitude articular pode ser mantida.
Os movimentos passivos devem ser efetuados lentamente e ritmicamente, começando com o tronco e articulações proximais, gradualmente incluindo as articulações distais. Os movimentos devem a princípio ser de natureza oscilatória e a seguir de natureza rotatória. O tronco e os membros devem ser movidos em padrões de movimento com inibição reflexa. O paciente deve respirar profundamente e calmamente, e o momento do estendimento máximo deve coincidir com a expiração. A principal dificuldade em obter uma fixação estável para ambos os pacientes e o terapeuta. Em alguns casos pode ser necessário um segundo fisioterapeuta para ajudar.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Foto de situações de Aprendizagem significativa com os alunos com NEE da escola Professora Elza. Sala de Recursos/AEE

O CFN em estudo

            
                                        
DIVERSIDADE / AEE

                                      Foto da apresentação do Curriculo Funcional Natural - Elaine

As escolas deveriam entender mais de seres humanos e de amor do que de conteúdos e técnicas educativas. Elas têm contribuído em demasia para a construção de neuróticos por não entenderem de amor, de sonhos, de fantasias, de símbolos e de dores”.
CLÁUDIO SALTINI