domingo, 24 de março de 2013

Acessibilidade e Tecnologia Assistiva.

Diversidade não é  sinônimo de dificuldades, e sim de transformações qualitativas que busquem ações coletivas e  efetivas para uma inclusão mais autônoma e independente.

Tecnologia: Termo usado para atividades de domínio humano, embasada no conhecimento, manuseio de um processo e ou ferramentas e que tem a possibilidade de acrescentar mudanças aos meios por resultados adicionais a competência natural. Proporcionando desta forma, uma evolução na capacidade das atividades humanas, desde os primórdios do tempo, e historicamente relatadas como revoluções tecnológicas. Estraído de pt.wikipedia.org/wiki/TecnologiaAssistiva: Significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia", segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Extraído de http://www.cedionline.com.br/ta.html
O termo acessibilidade segundo dicionários tem sua raiz no Latim - accessibilitate, e trás por significado qualidade de ser acessível, facilidade na aproximação, no trato ou na obtenção. Esta ampla definição de acessibilidade refere-se a uma concepção das pessoas com necessidades especiais ou não, terem pleno direito de participação e igualdade na sociedade.
A
Tecnologia Assistiva está presente em situações onde haja necessidade de: comunicação alternativa e ampliada; adaptações de acesso ao computador; equipamentos de auxílio para visão e audição; controle do meio ambiente (adaptações como controles remotos para acender e apagar luzes, por exemplo); adaptação de jogos e brincadeiras; adaptações da postura sentada; mobilidade alternativa; além de próteses e a integração dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o local de trabalho.

É importante lembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe que prende o papel à mesa, para que não solte com os gestos involuntários do aluno, a criação de um mapa com os contornos em barbante, até a utilização de equipamentos como mouse e ponteiros ou um software leitor de tela para acesso ao computador.
Dessa forma, acessibilidade, ou seja, a quebra de barreiras para que eles possam viver plenamente seus direitos de liberdade, igualdade e independência. Estudar a acessibilidade para pessoas com necessidades especiais é entender um universo de valorização desta diversidade, é concretizar e abarcar a abrangência da palavra inclusão.
A facilidade, a rapidez e a supressão de barreiras geográficas tornam possível o acesso aos mais diversos canais potenciadores de conhecimento, mas também de convívio e de lazer. Para aqueles cuja autonomia é condicionada por inúmeras barreiras arquitectónicas, dificuldades em utilizar meios de transporte público ou privado e manifestas desvantagens no acesso à informação que os impedem de conhecer e viver a "normalidade", a utilização de um computador e o acesso à Internet podem significar uma liberdade até aí apenas sonhada.(GODINHO, 1999, Introdução)
GODINHO, F. (Coord.) Internet para Necessidades Especiais . Edição UTAD/GUIA, 1999. Disponível em: http://www.acessibilidade.net/web/ine/livro.html. Acesso em: 21 Jul. 2009.
A Tecnologia assistiva vêm sendo incorporadas em nossa cultura, caracterizando-se cada vez como ferramentas indispensáveis na inclusão e integração de pessoas com algum tipo de deficiência. A constatação é ainda mais evidente e verdadeira quando se refere às pessoascom dificuldades na comunicação (oral e escrita), na funcionalidade e locomoção.
Essas tecnologias de apoio as pessoas deficientes podem ser denominadas “Tecnologias Assistivas”, “Tecnologia de Apoio” ou “Ajudas Técnicas”. A Tecnologia Assistiva é definida como “uma ampla gama de equipamentos, serviços, estratégias e práticas concebidas e aplicadas para minorar os problemas funcionais encontrados pelos indivíduos com deficiências” (Cook e Hussey, 1995). Portanto, é qualquer item, peça de equipamento ou sistema de produtos, quer adquirido comercialmente de um estoque de fabricação em série, quer modificado, ou feito sob medida, usado para aumentar, manter ou melhorar capacidades funcionais de indivíduos com incapacidades.
Para favorecer a qualidade de vida das pessoas deficientes, os recursos da tecnologia, muitas vezes são imprescindíveis, conforme afirma Radabaugh (2001: 13): “Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”.

Para algumas pessoas com PC(Paralisia Cerebral), grandes dificuldades físico-funcionais, a fala, o simples fato de apontar o dedo sobre um símbolo, para indicar uma mensagem, pode não ser possível ou prático. Por isso, todo esforço deve existir no sentido de possibilitar uma via de comunicação para o indivíduo expressar-se. A Tecnologia Assistiva é o canal que possibilita essas pessoas a se comunicar com o mundo ao seu redor. Existem recursos tecnológicos que possibilitam a acessibilidade, isto é, o acesso desse indivíduo à sociedade, podendo ser por meio da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), o computador, com softwares e hardwares acessíveis.
Estudos desenvolvidos no Brasil (Capovilla et al., 1997, 1998a, 1998b; Capovilla, 2005; Pelosi, 2000; Alves de Oliveira, 2004) enfocando o processo de avaliação e ensino com crianças com Paralisia Cerebral, são providos de estratégias e recursos da Tecnologia Assistiva associados à tecnologia de ensino, porém não há uma descrição de seu uso juntamente com o paradigma de equivalência de estímulos.
Ciências & Cognição 2008; Vol 13 (3): 243-262 <http://www.cienciasecognicao.org> © Ciências & Cognição Submetido em 29/07/2008 | Revisado em 04/12/2008 | Aceito em 08/12/2008 | ISSN 1806-5821 – Publicado on line em 10 de dezembro de 2008
Para proporcionar acessibilidade aos deficientes com dificuldades neuromotoras, os softwares necessitam ter possibilidades de acionamento não convencional no mouse tradicional, mas através de um sistema de escaneamento (varredura). Segundo Pelosi (2000) sistema de escaneamento ou sistema de varredura é um recurso utilizado em equipamentos, que sinaliza as opções na tela do equipamento com o auxílio de pontos luminosos (leds).
A varredura requer um controle mínimo de movimentos físicos. Dependendo da habilidade motora e cognitiva do indivíduo, o acesso por varredura lhe permite executar uma variedade de atividades no computador, que seriam impossíveis sem esta opção de acesso (Browning, 2006).

Segundo Pelosi (2000) e Alves de Oliveira (2004a) a varredura exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária consistente como o bater a mão, o pé, piscar os olhos, balançar a cabeça, soprar, emitir som ou qualquer outro movimento do corpo ou segmento corporal para que sinalize sua resposta. Essas respostas podem ser associadas com hardwares como acionadores indiretos, que substituem o clique do mouse, por meio desses movimentos. Esses acionadores são ligados a um mouse adaptado (figura 1) para receber esses dispositivos.
Acionadores são chaves colocadas em qualquer parte do corpo, onde o usuário possui algum controle ativo de movimento, ele pode ser ativado com pressão (tocar a mão, o pé, a cabeça), tração (puxar o braço), sopro, piscar, e podem ser selecionados e posicionados conforme as habilidades específicas de movimento da criança com PC. O indivíduo precisa aprender a ativar, manter e soltar voluntariamente o acionador. Esses acionadores podem ser confeccionados artesanalmente (figuras 2 e 3), com materiais simples identificados no cotidiano, necessitando apenas estar adequado às características e necessidades funcionais dos indivíduos que deles necessitam. Neste artigo são mostrados os acionadores artesanais, desenvolvidos no Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade – NEDETA1, com a proposta da substituição da tecnologia importada por tecnologia nacional, inovadora e de baixo custo, possibilitando a acessibilidade financeira dos usuários.

Minhas considerações complementares:

A tecnologia assistiva é um recurso utilizado para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária  e pretendida por uma pessoa com deficiência em qualquer situação de aprendizagem no contexto escolar e fora do espaço de sala de aula. As tecnologias assistivas  impulsionam as práticas pedagógicas porque propicia tanto ao aluno como ao professor mais autonomia na resolução de problemas funcionais enfrentados pelos alunos com NEE. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.
Sendo assim, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns.

Em se tratando de acessibilidade , no meu ambiente de trabalho muito ainda precisa ser feito para eliminar as barreiras arquitetônicas que existem para que os alunos com NEE (cadeirantes e outros) possam transitar melhor na escola. A observância desses detalhes é relevante  para perceber  o que está feito em termos de acessibilidade e o que pode ser feito ainda.
Percebo nas leituras que faço e nos cursos de capacitação também  que já temos muita coisa pronta - leis, normas, projetos, mas que não funciona muito bem, ainda está no nível do papel. Faltam mudanças - de hábitos, de paradigmas.
Ponto de partida para ser um bom especialista  da  educação inclusiva no ensino regular: Sensibilidade, educar o olhar,estudar muito,ser empático (fundamental) , mudar hábitos, são as atitudes necessárias. Enfim todos sairão ganhando e ficarão felizes, com certeza.
Os alunos com NEE  agradecem e aplaudem, alguns com um olhar significativo, outros com um sorriso, outros com um abraço, alguns com um  aperto de mão. Ah! São  tantas as manifestações de carinho e gratidão que seria uma folha inteira ou mais para relatar o que eles sentem por nós.  Elaine Eleutério /2013
Para saber mais (links para arquivos em formato PDF - requerem leitor tipo Adobe Reader):
Textos sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
·         Atendimento Educacional Especializado e Laboratórios de Aprendizagem: O Que São e a Quem se Destinam (80kB)Livros sobre o Atendimento Educacional Especializado.
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. O Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Os alunos com deficiência visual, baixa visão e cegueira
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Surdocegueira e Deficiência Múltipla
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Orientação e mobilidade, adequação postural e acessibilidade espacial
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Livro Acessível e Informática Acessível
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Transtornos Globais do Desenvolvimento
·         A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Altas Habilidades/Superdotação
·         AEE - Pessoa com Surdez
·         AEE - Deficiência Física
·         AEE - Deficiência Mental
·         AEE - Deficiência Visual
·         Manual de Acessibilidade
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos Pedagógicos Adaptados
·         Portal de Ajudas Técnicas - Recursos para Comunicação Alternativa

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Você está preparado para a inclusão de alunos com NEE?

                       Foto de uma reunião da Rede de Apoio com o Terapeuta Ronam
                                                        
                                   ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA ELZA DE OLIVEIRA LAGE
 PROJETO INCLUIR

Professor:
Você está preparado para trabalhar com a inclusão em sala de aula?

O teste de poder de inclusão foi criado pela Professora Maria Teresa Eglér Mantoan, publicado no livro Humor e Alegria na educação (Summus, 2006).
 O teste é simples mas, de acordo com Mantoan, pode ajudar a identificar o vírus da exclusão, latente nas escolas.

O teste, bem como seu gabarito, são apresentados a seguir: Para esse breve exame, as regras são:

1. Colocar-se na condição dos professores(as) que aqui apresentaremos.
2. Escolher a alternativa que você adotaria em cada caso, mas sem pensar muito, respondendo com o que vem mais rápido à cabeça.
3. Descobrir e aprender mais sobre si mesma(o).

Responda às questões e confira.

1. A professora Sueli procura incluir um aluno com deficiência mental em sua turma de
1ª série. Tudo caminha bem em relação à socialização desse educando, mas diante dos demais colegas o atraso intelectual do aluno é bastante significativo.
Nesse caso, como você resolveria a situação?

(A) Encaminharia o aluno para o atendimento educacional especializado oferecido pela escola?
(B) Solicitaria a presença de um professor auxiliar ou itinerante para acompanhar o aluno em sala de aula?
(C) Esperaria um tempo para verificar se o aluno tem condições de se adaptar ao ritmo da classe ou precisaria de uma escola ou classe especial?

2. Júlia é uma professora de escola pública que há quatro anos leciona na 2ª série. Há um fato que a preocupa muito atualmente: o que fazer com alguns de seus alunos, que estão cursando pela terceira vez aquela série?
Para acabar com suas preocupações, qual seria a melhor opção?

(A) Encaminhá-los a uma sala de alunos repetentes, para ser mais bem atendidos e menos discriminados?
(B) Propor à direção da escola que esses alunos sejam distribuídos entre as outras turmas de 2ª série, formadas por alunos mais atrasados?
(C) Reunir-se com os professores e a diretora da escola e sugerir que esses alunos
se transfiram para turmas da mesma faixa etária e até mesmo para as classes de
Educação de Jovens e Adultos (EJA), caso algum já esteja fora da idade própria do ensino fundamental?

3. Cecília é uma adolescente com deficiência mental associada a comprometimentos físicos; ela está freqüentando uma turma de 3ª série do ensino fundamental, na qual a maioria dos alunos é bem mais nova que ela. A professora percebeu que Cecília está desinteressada pela escola e muito apática. Qual a melhor saída, na sua opinião, para resolver esse caso?

(A) Chamar os pais de Cecília e relatar o que está acontecendo, sugerindo-lhes que procurem um psicólogo para resolver o seu problema?
(B) Avaliar a proposta de trabalho dessa série, em busca de novas alternativas
pedagógicas?
(C) Concluir que essa aluna precisa de outra turma, pois a sua condição física e problemas psicológicos prejudicam o andamento escolar dos demais colegas?

4. Numa 2ª série de ensino fundamental, em que há alunos com deficiência mental e outros com dificuldades de aprendizagem, relacionadas a outros motivos, o professor Paulo está ensinando operações aritméticas. Esses alunos não conseguem acompanhar o restante da turma na aprendizagem do conteúdo proposto. O que você faria, se estivesse no lugar do professor Paulo?

(A) Reuniria esse grupo de alunos e lhes proporia as atividades facilitadas do currículo adaptado de atemática?
(B) Distribuiria os alunos entre os grupos formados pelos demais colegas e trabalharia com todos, de acordo com suas possibilidade de aprendizagem?
(C) Aproveitaria o momento das atividades referentes a esse conteúdo para que esses alunos colocassem em dia outras matérias do currículo, com o apoio de colegas voluntários?

5. Fábio é um aluno com autismo que freqüenta uma turma de 3ª série. É o seu primeiro ano em uma escola comum e ele incomoda seus colegas, perambulando pela sala e interferindo no trabalho dos grupos.
Que decisões você tomaria para resolver a situação, caso fosse o (a) professor (a) desse grupo?

(A) Solicitaria à direção da escola que retirasse Fábio da sala, pois o seu comportamento está atrapalhando o desempenho dos demais alunos e o andamento do programa?
(B) Marcaria uma reunião com o coordenador da escola e solicitaria uma avaliação e o encaminhamento desse aluno para uma classe ou uma escola especial?
(C) Reuniria os alunos e proporia um trabalho conjunto com a turma em que todos se comprometeriam a manter um clima de relacionamento cooperativo de
aprendizagem na sala de aula?

6. Guilherme é uma criança que a escola chama de “hiperativa”. Ele gosta muito de folhear livros de histórias. Ocorre que freqüentemente rasga e/ou suja as páginas dos livros, ao manuseá-los sem o devido cuidado.
O que você lhe diria, caso fosse seu (sua) professor(a)?

(A) “Hoje você não irá ao recreio, porque rasgou e sujou mais um livro."
(B) “Vou ajudá-lo a consertar o livro, para que você e seus colegas possam ler esta linda história.”
(C) “Agora você vai ficar sentado nesta mesinha, pensando no que acabou de fazer.”

7. Norma é professora de uma 4ª série de ensino fundamental e acabou de receber um
aluno cego em sua turma. Ela não o conhece bem, ainda. No recreio, propõe à turma um jogo de queimada. É nesse momento que surge o problema: o que fazer com Paulo, o menino cego?

Arrisque uma “solução inclusiva” para esse caso.

(A) Oferecer-lhe outra atividade, enquanto os demais jogam queimada, fazendo-o entender o risco a que essa atividade o expõe e a responsabilidade da professora
pela segurança e integridade de todos os seus alunos.
(B) Perguntar ao Paulo de quais jogos e esportes ele tem participado e se ele conhece as regras da queimada.
(C) Reunir a turma para resolver a situação, ainda que na escola não exista uma bola de meia com guizos.

8. Maria José é professora de escola pública e está às voltas com um aluno de uma turma de 5ª série. Ele tem 12 anos, é muito agressivo e mal-educado, desbocado, desobediente e não se submete à autoridade dos professores nem à das demais pessoas da escola; sempre arruma uma briga com os colegas, dentro da sala de aula, ameaçando-os com um estilete. O que você faria no lugar dessa professora aterrorizada?

(A) Estabeleceria novas regras de convivência entre todos e, em seguida, analisaria com a turma os motivos que pode nos levar a agir com violência?
(B) Enfrentaria as brigas, retirando o aluno da sala de aula e entregando-o à direção da escola?
(C) Tentaria controlar essas situações, exigindo que o menino entregasse o estilete, para que os demais alunos se acalmassem?

9. Sérgio é um aluno surdo. Ele tem 13 anos de idade e freqüentou, até o momento, uma escola de surdos. Esse aluno está no seu primeiro dia de aula em uma escola comum. A professora, percebendo que Sérgio não fazia leitura labial, procurou a diretora da escola para questionar a admissão desse aluno em sua turma, uma vez que ele não sabe se comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Se você fosse a professora de Sérgio, antes de tomar essa atitude:

(A) Chamaria os pais desse aluno e os convenceria de que a escola de surdos era mais apropriada para às necessidades dele?
(B) Procuraria saber quais as obrigações e direitos desse aluno e buscaria o recurso adequado à continuidade de seus estudos na escola comum?
(C) Providenciaria a presença de um intérprete de Libras, solicitando um convênio com uma entidade local especializada em pessoas com surdez?

Conte os pontos e confira o seu poder de inclusão, ou melhor, a sua imunidade ao vírus da exclusão:
1 a) 3 b) 2 c) 1              2 a) 1 b) 2 c) 3        3 a) 2 b) 3 c) 1           4 a) 1 b) 3 c) 2         5 a) 1 b) 2 c) 3             6 a) 1 b) 3 c) 2    
7 a) 1 b) 2 c) 3              8 a) 3 b) 1 c) 2        9 a) 1 b) 3 c) 2
Resultado:

De 27 a 23 pontos

Imune à exclusão!Você está apto(a) a enfrentar e vencer o vírus da exclusão, pois já entendeu o que significa uma escola que acolhe as diferenças, sem discriminações de qualquer tipo. Compreendeu também que a inclusão exige que os professores atualizem suas práticas pedagógicas para que possam oferecer um ensino de melhor qualidade para todos os alunos. Parabéns! Não se esqueça, porém, de que o atendimento educacional especializado deve ser assegurado a todos os alunos com deficiência, como uma garantia da inclusão.

De 22 pontos a 16 pontos

No limite.
Você precisa se cuidar! Atenção, pois você está vivendo uma situação de fragilidade em sua saúde educacional. Cuidado! É preciso que você tome uma decisão e invista na sua capacidade de se defender do vírus da exclusão. Quem fica indeciso entre enfrentar o novo, no caso, a inclusão de todas as crianças nas escolas comuns, e incluir apenas alguns, ou seja, os alunos que conseguem acompanhar a maioria, está vivendo um momento difícil e perigoso. Você está comprometendo a sua capacidade de ensinar e a possibilidade dos alunos de aprender com alegria!

De 15 a 9 pontos

Altamente contaminado.
Tome todas as providências para se curar dos males que o vírus da exclusão lhe causou. Há muitas maneiras de se cuidar, mas a que recomendamos é um tratamento de choque, porque o estrago é grande! Você precisa, urgentemente, se tratar, mudando de ares educacionais, tomando injeções de ânimo para adotar novas maneiras de atuar como professor(a). Outra medicação recomendada é uma alimentação sadia, muito estudo, troca de idéias, experimentações, ousadia para mudar o seu cardápio pedagógico.
Tente colocar em prática o que tem dado certo com outros que se livraram desse vírus tão voraz e readquira o seu poder de profissional competente.     Boa recuperação!





domingo, 17 de fevereiro de 2013

DIVERSIDADE EM DISCUSSÃO - Uma escola para todos!

"As diferenças representam grandes oportunidades de aprendizado. As diferenças oferecem um recurso grátis,abundante e renovável...o que é importante nas pessoas - e - nas escolas - é o que é diferente,não o que é igual."         Robert Barth                                                     

A escola inclusiva hoje apresenta um cenário bem diferente de algumas décadas atrás. Apresenta  perspectivas de  muitas mudanças nos conceitos de Educação Especial/Educação inclusiva o que tem afetado significadamente as concepções da teoria com a prática educativa do professor na escola. O pressuposto  principal da educação inclusiva  é o de propiciar ao aluno com (NE) Necessidades Especiais, a apropriação do conhecimento escolar, junto com os demais pares etários na sala de aula.  Se a lei  for mascarada  pela  escola o aluno acabará não aprendendo de acordo com sua a especificidade pois cada um tem um jeito especial de aprender, tem suas peculiaridades, tem seus ritmos e tem também estilos diferentes e o aluno com NEE  não é diferente dos demais.
São muitas as mudanças ocorridas nas concepções e na orientação geral para a investigação e para a intervenção pedagógica e psicopedagógica nos campos dos saberes dos alunos com NEE. Mudanças que tem surpreendido muitos  professores , pais, estudiosos e pesquisadores  nas diversas áreas da construção do  conhecimento relacionado com as necessidades educativas especiais.
 A afetividade é um fator  primordial  para que a inclusão escolar seja real sem ser camuflada.O professor da classe regular deve estar sensibilizado e capacitado (tanto psicológica quanto intelectualmente) para mudar sua forma de ensinar e adaptar o que vai ensinar.
Um dos pontos relevantes dessa mudança é a capacitação de  professores,que visa a  formação teórico-metodológico, que lhe permita se transformar em um professor que possa refletir e re-significar sua prática pedagógica para atender seu alunado. Se não acontecer o aluno vai sofrer e vai evadir  pois sentirá um ser insignificante na sala de aula, pois somos a diversidade. A escola precisa se organizar para atender os alunos com NEE  para garantir o acesso e a permanência deles na escola como rege a LDBN/96, a Declaração de Salamanca e outros documentos que definem a inclusão dos alunos com NE nas escolas regulares.                           
Sob a questão curricular, significa que o aluno com necessidades especiais deve fazer parte do ensino  regular, aprendendo as mesmas coisas que os demais da classe, mesmo que de maneira diferente.Dessa forma,  cabe ao professor juntamente com a equipe pedagógica  fazer as necessárias adaptações curriculares como rege as leis da educação inclusiva. O professor precisa garantir a aprendizagem do aluno com um currículo pautado na diversidade  que leve em consideração a flexibilidade, a acessibilidade,a adaptabilidade para a promoção da equidade. Reconhecer  as diferenças culturais, a pluralidade das manifestações intelectuais, sociais, afetivas e outras necessidades educativas especiais é um novo desafio para a  escola atual.

O ensino inclusivo respeita as deficiências e diferenças, reconhece que todos  somos diferentes e que a escola e os velhos paradigmas de educação precisam ser transformados para atender as necessidades individuais de todos os educandos, tenham eles ou não algum tipo de necessidade especial. Se não nos  determos nessa nova visão educacional, não conseguiremos romper com velhos paradigmas e fazer com que a inclusão aconteça realmente nas escolas.


Assim sendo , deve-se abrir novos espaços e fomentar discussões e questionamentos numa consciência de uma nova ética escolar, advinda de uma consciência individual e social para vivenciar  o cerne da inclusão em seu sentido mais pleno. E, assim fazer da diversidade um recurso de ensino significa mostrar que todas são iguais por que todos podem aprender.
 

 Neste caso, toda classe é inclusiva. Quem são os inclusos? Só os  alunos  com deficiência física,motoras ou  sensoriais? Ou,    o  gordo ou o muito magro, ou  de condutas típicas , ou pobre ou rico, ou os diabéticos,ou  o superdotado, ou o desnutrido, ou o viciado em drogas, ou homossexual , ou o que apresenta déficit de atenção,ou  o que usa óculos com grau muito forte  e ou outras diferenças que rotulam nossos alunos na escola.
A escola que propomos  é uma escola aberta à diversidade                                        
  Elaine de Almeida Eleutério/2013

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Torneio da Inclusão



Segundo Correa (2001) a inclusão é um grande desafio, tanto da escola como da sociedade, pois não estamos preparados para lidar com essa nova era.
 Junior & Araújo (2003) afirma  que a inclusão vem através da igualdade e o respeito sobre as diferencias, onde que todos crescem com relação à cidadania, o que levará a educação.

 


                                  Foto da professora de educação Física na entrega das medalhas.
    O professor de Educação física deve desenvolver as potencialidades de seus alunos, com necessidades educativas especiais e não excluí-los  das aulas, muitas vezes, sob o pretexto de preservá-los. Tem escolas que dispensa  os alunos  da educação física, por considerar professor  despreparado para dar aula.
    Seybold (1994) afirma que  um dos objetivos gerais de Educação física no ensino Fundamental é que a criança através de atividades corporais conheça a si próprio e aos outros e principalmente que respeite as individualidades.



Baumel & Castro (2002) cita que para que a escola desenvolva o método inclusivo, os professores, no entanto educadores devem trabalhar em conjunto, e através de projetos, que formarão uma sociedade que levará a resolver grande parte dos problemas, e principalmente desenvolver uma sociedade ou comunidade critica, e que só assim a criança ou aluno desenvolverão os seus potenciais, e entre esses potenciais, o mérito de cidadãos e respeito sobre as diferencias na sala de aula.



Contudo , a solução para o professor ou para a escola, nem sempre é o melhor para o aluno. O aluno precisa   saber sobre a importância das aulas de Educação Física e  as orientações sobre os benefícios que ele vai adquirir ao participar das aulas.    
Dessa forma,  as aulas de Educação física devem propiciar aos alunos através de atividades corporais uma atitude construtiva com os alunos com  necessidades educativas especiais, possibilitando uma atitude de respeito, aceitação e solidariedade.

Elaine de Almeida Eleutério



Torneio da Inclusão da escola Elza


   ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE AS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E A INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NEE.
 Segundo os PCNs, que é um documento que traz subsídios para os profissionais da área de educação física, onde a proposta curricular é incluir os temas transversais nas aulas, que são Ética, Saúde, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Pluralidade Cultural e Orientação para Trabalho e Consumo, o professor deve estimular uma reflexão, e assim contribuir para uma visão crítica da disciplina dentro do meio social, assim sendo a educação física reflete uma mudança no seu objetivo onde um deles é formar cidadãos e não formar atletas como era antes um modelo homogeneizante e excludente ao mesmo tempo.     A educação física escolar, até décadas atrás apresentava um modelo em que o físico (corpo), a aptidão física e desempenho era o que determinava, excluindo os aspectos sociais, cognitivos e afetivos. 



Foto de abertura do torneio da Inclusão

    A LDB em seu artigo 26 no parágrafo 3º diz que a Educação física está integrada a proposta pedagógica da escola, é componente curricular da educação básica, ajustando -se às condições da população escolar

 Junior & Araújo (2003) afirma  que a inclusão vem através da igualdade e o respeito sobre as diferencias, onde que todos crescem com relação à cidadania, o que levará a educação.
Winnick (2004) prossegue ressaltando que a educação física é que mais envolve o termo de inclusão, ficando então a chamada de atenção perante aos profissionais que atuam nesta área, que não estão preparados para lidar com este tipo de grupo, tanto fora da sala como dentro da sala de aula. Lemos (2002), cita que a postura de aula do professor de educação física vem sendo trabalhada no espaço de pátio, quadra etc, em local sem estrutura física.





domingo, 21 de outubro de 2012

O Currículo Funcional Natural - Texto reflexivo


                         
                                    A Sindrome de Down
                         
          Foto - aluno
                                 Sala de recursos Multifuncionais                       

 Texto: O meu Filho
    O meu filho tem síndrome de Down e está com 19 anos. Está na escola há 12 anos . Teve ensino individualizado durante vários anos e aprendeu imensas coisas!
    Ele coloca 100 pregos num quadro de furos em menos de 10 minutos com 95% de êxito.
   Mas não consegue por moedas numa máquina de refrigerante. Se lhe pedirem, consegue apontar o nariz, braço, ombro, pé, perna, cabelo e orelha. Ainda não sabe bem o pulso, tornozelo, quadril ou sobre sua sexualidade. Mais não assua o nariz sozinho.
    Consegue fazer um quebra-cabeça de animais com 100% de êxito e colorir um boneco dentro das linhas. Mas gosta mais de música e dançar.
    No entanto nunca ninguém lhe ensinou a ligar o rádio um liquidificador.
Consegue dobrar folhas de papel ao meio e mesmo em quatro partes.
    Mas não consegue dobrar as suas roupas e guardá-las na gaveta.
Consegue separar blocos por cor, mesmo que tenham 10 cores diferentes e colocá-los na caixa de volta.
Mas não consegue separar as roupas, por cor e as brancas separadas pra lavar.
(Marina da Silveira Rodrigues Almeida  Consultora em Educação Inclusiva - Inclusão.brasil@iron.com.br)
" A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois". (Arthur da Távola)

                                 

Aluno com NEE. Como avaliar?

                                            Foto: Aluno nota 10 - Carismático e muito observador - SRM/AEE
Texto


Como avaliar o aluno com deficiência? Mara Lúcia Sartoretto
A avaliação sempre foi uma pedra no sapato do trabalho docente do professor. Quando falamos em avaliação de alunos com deficiência, então, o problema torna-se mais complexo ainda. Apesar disso, discutir a avaliação como um processo mais amplo de reflexão sobre o fracasso escolar, dos mecanismos que o constituem e das possibilidades de diminuir o violento processo de exclusão causado por ela, torna-se fundamental para possibilitarmos o acesso e a permanência com sucesso dos alunos com deficiência na escola.
De início, importa deixar claro um ponto: alunos com deficiência devem ser avaliados da mesma maneira que seus colegas.
Pensar a avaliação de alunos com deficiência de maneira dissociada das concepções que temos acerca de aprendizagem, do papel da escola na formação integral dos alunos e das funções da avaliação como instrumento que permite o replanejamento das atividades do professor, não leva a nenhum resultado útil.
Nessa linha de raciocínio, para que o processo de avaliação do resultado escolar dos alunos seja realmente útil e inclusivo, é imprescindível a criação de uma nova cultura sobre aprendizagem e avaliação, uma cultura que elimine:
- o vínculo a um resultado previamente determinado pelo professor;
- o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos são sempre comparadas entre si, como se o ato de aprender não fosse individual;
- o caráter de controle, adaptação e seleção que a avaliação desempenha em qualquer nível;
- a lógica de exclusão, que se baseia na homogeneidade inexistente;
- a eleição de um determinado ritmo como ideal para a construção da aprendizagem de todos os alunos.
Numa escola onde a avaliação ainda se define pela presença das características acima certamente não haverá lugar para a aceitação da diversidade como inerente ao ser humano e da aprendizagem como processo individual de construção do conhecimento. Numa educação que parte do falso pressuposto da homogeneidade não há espaço para o reconhecimento dos saberes dos alunos, que muitas vezes não se enquadram na lógica de classificação das respostas previamente definidas como certas ou erradas.
O que estamos querendo dizer é que todas as questões referentes à avaliação dizem respeito à avaliação de qualquer aluno e não apenas das pessoas com deficiências. A única diferença que há entre as pessoas ditas normais e as pessoas com deficiências estão nos recursos de acessibilidade que devem ser colocados à disposição dos alunos com deficiências para que possam aprender e expressar adequadamente suas aprendizagens. Por recursos de acessibilidade podemos entender desde as atividades com letra ampliada, digitalizadas em Braille, os interpretes, até uma grande gama de recursos da tecnologia assistida hoje já disponíveis, enfim, tudo aquilo que é necessário para suprir necessidades impostas pelas deficiências, sejam elas auditivas, visuais, físicas ou mentais.
Neste contexto, a avaliação escolar de alunos deficientes ou não, deve ser verdadeiramente inclusiva e ter a finalidade de verificar continuamente o conhecimento que cada aluno possui, no seu tempo, por seus caminhos, com seus recursos e que leva em conta uma ferramenta muito pouco explorada que é a co-aprendizagem.
Nessa mudança de perspectiva, o primeiro passo talvez seja o de nos convencermos de que a avaliação usada apenas para medir o resultado da aprendizagem e não como parte de um compromisso com o desenvolvimento de uma prática pedagógica comprometida com a inclusão, e com o respeito às diferenças é de muito pouca utilidade, tanto para os alunos com deficiências quanto para os alunos em geral. .
De qualquer modo, a avaliação como processo que contribui para investigação constante da prática pedagógica do professor que deve ser sempre modificada e aperfeiçoada a partir dos resultados obtidos, não é tarefa simples de ser conseguida. Entender a verdadeira finalidade da avaliação escolar só será possível quando tivermos professores dispostos a aceitar novos desafios, capazes de identificar nos erros pistas que os instiguem a repensar seu planejamento e as atividades desenvolvidas em sala de aula e que considerem seus alunos como parceiros, principalmente aqueles que não se deixam encaixar no modelo de escola que reduz o conhecimento à capacidade de identificar respostas previamente definidas como certas ou erradas.
Segundo a professora Maria Teresa Mantoan, a educação inclusiva preconiza um ensino em que aprender não é um ato linear, continuo, mas fruto de uma rede de relações que vai sendo tecida pelos aprendizes, em ambientes escolares que não discriminam, que não rotulam e que oferecem chances de sucesso para todos, dentro dos interesses, habilidades e possibilidades de cada um. Por isso, quando apenas avaliamos o produto e desconsideramos o processo vivido pelos alunos para chegar ao resultado final realizamos um corte totalmente artificial no processo de aprendizagem.
Pensando assim temos que fazer uma opção pelo que queremos avaliar: produção ou reprodução. Quando avaliamos reprodução, com muita freqüência, utilizamos provas que geralmente medem respostas memorizadas e comportamentos automatizados. Ao contrario, quando optamos por avaliar aquilo que o aluno é capaz de produzir, a observação, a atenção às repostas que o aluno dá às atividades que estão sendo trabalhada, a análise das tarefas que ele é capaz de realizar fazem parte das alternativas pedagógicas utilizadas para avaliar.
Vários instrumentos podem ser utilizados, com sucesso, para avaliar os alunos, permitindo um acompanhamento do seu percurso escolar e a evolução de suas competências e de seus conhecimentos. Um dos recursos que poderá auxiliar o professor a organizar a produção dos seus alunos e por isso avaliar com eficiência é utilizar um portfólio.
A utilização do portfólio permite conhecer a produção individual dos alunos e analisar a eficiência das práticas pedagógicas do professor. A partir da observação sistemática e diária daquilo que os alunos são capazes de produzir, os professores passam a fazer descobertas a respeito daquilo que os motiva a aprenderem, como aprendem e como podem ser efetivamente avaliados.
No caso dos alunos com deficiências, os portfólios podem facilitar a tomada de decisão sobre quais os recursos de acessibilidade que deverão ser oferecidos e qual o grau de sucesso que está sendo obtido com o seu uso. Eles permitem que tomemos conhecimento não só das dificuldades, mas também das habilidades dos alunos, para que, através dos recursos necessários, estas habilidades sejam ampliadas.
Permitem, também, que os professores das classes comuns possam contar com o auxílio do professor do atendimento educacional especializado, no caso dos alunos que freqüentam esta modalidade, no esclarecimento de dúvidas que possam surgir a respeito da produção dos alunos.
Quando utilizamos adequadamente o portfólio no processo de avaliação podemos:
- melhorar a dinâmica da sala de aula consultando o portfólio dos alunos para elaborar as atividades:
- evitar testes padronizados;
- envolver a família no processo de avaliação;
- não utilizar a avaliação como um instrumento de classificação;
- incorporar o sentido ético e inclusivo na avaliação;
- possibilitar que o erro possa ser visto como um processo de construção de conhecimentos que dá pistas sobre o modo cada aluno está organizando o seu pensamento;
Esta maneira de avaliar permite que o professor acompanhe o processo de aprendizagem de seus alunos e descubra que cada aluno tem o seu método próprio de construir conhecimentos, o que torna absurdo um método de ensinar único e uma prova como recurso para avaliar como se houvesse homogeneidade de aprendizagem.
Nessa perspectiva, entendemos que é possível avaliar, de forma adequada e útil, alunos com deficiências. Mas, se analisarmos com atenção, tudo o que o que se diz da avaliação do aluno com deficiência, na verdade serve para avaliar qualquer aluno, porque a principal exigência da inclusão escolar é que a escola seja de qualidade – para todos! E uma escola de qualidade é aquela que sabe tirar partido das diferenças oportunizando aos alunos a convivência com seus pares, o exemplo dos professores que se traduz na qualidade do seu trabalho em sala de aula e no clima de acolhimento vivenciado por toda a comunidade escolar.
Elaine Eleutério - 2012